terça-feira, 14 de março de 2017

A manifestação dos espíritos na Umbanda


É necessário que o leitor já tenha amadurecido em seu íntimo a noção dos SETE REINOS SAGRADOS, que nada mais são, do que fases do processo evolutivo do planeta Terra.
Este conceito de sete reinos numa segunda fase extrapola a formação do planeta e mostra-se como uma regra geral do processo evolutivo em qualquer região do universo, com sete tipos de forças que atuam nestes processos.
Quando falamos em evolução estamos nos referindo a processos materiais e espirituais.
Em outra oportunidade estaremos desenvolvendo o conteúdo referente a evolução espiritual pelos sete reinos sagrados, onde iremos entender o mecanismo evolutivo das mônadas espirituais agindo através de CAMPOS ESTRUTURAIS e desta forma assumindo maiores responsabilidades espirituais como elementares, elementais, almas-grupos, espíritos, mestres, anjos e orixás.
Agora iremos abordar as roupagens fuidicas e atribuições de trabalho dos espíritos trabalhadores da umbanda.
O espírito na sua essência não possui forma definida, podemos falar em chamas, lampejos, luz etc…
Sabemos que o criador é único e por sua vontade criou o universo material e o espiritual, que na tradição africana chamamos de Ayiê e Orum.
Este conhecimento pertence a várias culturas e religiões de nosso planeta, na primeira linha da Gênese Mosaica está escrito:
“1. No principio Deus criou os Céus e a Terra. “
Podemos traduzir céus como o mundo espiritual (Orum) e a Terra como o universo material (Ayiê).
No livro dos espíritos na pergunta de número 27 encontramos a seguinte questão:
 ”27. Haveria, assim, dois elementos gerais do Universo, a matéria e o espírito?E a resposta fornecida pelo espírito:
Sim, e acima de ambos Deus, o Criador, o pai de todas as coisas. Essas três coisas são o princípio de tudo o que existe, a trindade universal…”

Na doutrina seguida pelo Núcleo Mata Verde aceitamos esta TRINDADE UNIVERSAL e entendemos Deus (Olorum, Zambi ) como único criador de todo o universo, portanto em hipótese alguma podemos aceitar uma visão politeísta para a umbanda.
Deus criou a matéria e o espírito, mas esta matéria não tinha forma, é o que nos fala a gênese mosaica:
“2. A terra estava informe e vazia…”
Sabemos que energia e matéria são elementos do universo e que uma se transforma na outra, portanto podemos pensar em um universo material formado somente por energia sem formas materiais, foi a partir de um segundo momento  pela vontade de Deus que o mundo material passou a possuir formas e estruturas.
Deus disse:
“Faça-se a luz!” E a luz foi feita. 
Este instante da criação universal é o que chamamos de REINO DO FOGO em nosso estudo doutrinário.
É o primeiro reino da criação, é luz, é calor, é força para provocar as mudanças necessárias.
A partir deste primeiro reino caminhamos para o segundo reino, que é o chamdo REINO DA TERRA, que sabemos que é o reino das formas, das regras, das leis, das estruturas e aqui entendemos todas as leis e estruturas existentes no universo; a lei de atração e repulsão elétrica e magnética, a lei da gravidade, a lei de ação e reação, a lei do Karma etc…
São leis imutáveis, naturais, universais e divinas.
Como tudo no universo material se manifesta através de formas e estruturas, os espíritos para se manifestarem em nossa realidade espaço-tempo, em nossa consciência, em nossa “tela mental”, em nossos sonhos e em manifestações mediúnicas necessitam assumir formas, estruturas e aparências.
Estas formas são chamadas de corpos espirituais e são de natureza semelhante às estruturas que dão forma a matéria.
Na doutrina dos SETE REINOS SAGRADOS chamamos estas estruturas de “CAMPOS ESTRUTURAIS”, que em outra oportunidade iremos desenvolver sua natureza mais a fundo.
No momento limitamos a dizer que “Campos Estruturais”, são estruturas de natureza mental e emocional, geradas e mantidas pelos espíritos e que dão forma a matéria e também ao corpo espiritual dos espíritos. Aceitamos na doutrina seguida pelo Núcleo Mata Verde, que tudo que existe no universo material possui um duplo de natureza espiritual, que chamamos de campo estrutural, que pode ser entendido como um campo organizador da matéria e de toda realidade humana.
Como mencionamos acima, os espíritos para se manifestarem assumem um corpo espiritual, e como é este corpo espiritual nos trabalhadores umbandistas?
Existem três etapas na formação da aparência espiritual para os espíritos que trabalham na umbanda e podemos afirmar para todos aqueles espíritos que de alguma forma necessitam se apresentar em nossa realidade material.
Primeira etapa: 
É a unicidade espiritual; o espírito é único e indivisível.
Diferente do corpo material que é um organismo, formado pelos diversos órgãos, o espírito em sua essência é único e indefinível. (Atma)
Nesta sua natureza ele não consegue se manifestar aos humanos.
Segunda etapa: 
Polaridade espiritual.
Nesta etapa o espírito elabora sua roupagem fluídica, o perispírito dos Espíritas, ou o corpo espiritual.
A polaridade é um conceito de natureza material, e o espírito para se manifestar nesta realidade material de espaço-tempo necessita se polarizar.
A polaridade se apresenta como Feminina ou Masculina.
Podemos dizer  que o espirito cria um “campo estrutural” que dará forma ao seu corpo espiritual que poderá ser de mulher ou de homem.
Terceira etapa: 
Triplicidade espiritual.
Aqui os espíritos escolhem a melhor opção para realizarem suas atividades, e que melhor se adaptam as suas características.
Na triplicidade o espírito poderá assumir a forma de: criança, adulto ou velho.
Quarta etapa: 
Qualidade vibracional espiritual.
Nesta etapa a opção é setenária, dependo da sua natureza e dos conhecimentos adquiridos no processo evolutivo o espírito vem trabalhar nos Terreiros umbandistas vinculados a uma das sete vibrações existentes na natureza, ou seja, conforme seus compromissos com os Orixás Regentes de cada reino:
Ogum, Xangô, Iansã, Iemanjá, Oxossi, Oxalá, Omolu
Que são os regentes dos sete reinos sagrados:
Reino do Fogo, da Terra, do Ar, da Água, das Matas, da Humanidade, das Almas. 
Podemos encontrar quarenta e duas formas básicas de manifestação. ( 7x3x2)
Não iremos neste momento relacionar todas as possibilidades, mas daremos um exemplo:
1)Linha de Cosme e Damião (Crianças): 
Polaridade: Feminina
Triplicidade: Criança
Qualidade Vibracional: Iemanjá

O espirito se manifestará como uma criança, menina que trabalha na vibração de Iemanjá (Reino das águas), poderá, por exemplo, se identificar com o nome de Mariazinha.
Mariazinha é o diminutivo de Maria, que significa Mãe e todas as Mães, de alguma forma, estão ligadas a água.
Polaridade: Masculino
Triplicidade: Criança
Qualidade Vibracional: Xangô

O espirito se manifestará como uma criança, menino que trabalha na vibração de Xangô (Reino da Terra), poderá, por exemplo, se identificar com o nome de Pedrinho.
Pedrinho é o diminutivo de Pedro, que significa Pedra e, portanto ligado ao reino da Terra.
2)Linha dos Caboclos 
Polaridade: Masculino
Triplicidade: Adulto
Qualidade Vibracional: Oxossi
O espirito se manifestará como um adulto, homem que trabalha na vibração de Oxossi (Reino das Matas), poderá se identificar com o nome, por exemplo, de Caboclo Folha Verde.
Polaridade: Feminino
Triplicidade: Adulto
Qualidade Vibracional: Iemanjá
O espirito se manifestará como uma Cabocla que trabalha na vibração de Iemanjá (Reino das águas), poderá se identificar como, por exemplo, como  Cabocla do Mar.
3)Linha dos Preto-Velhos 
Polaridade: Masculino
Triplicidade: Velho
Qualidade Vibracional: Oxossi
O espirito se manifestará como um velho que trabalha na vibração de Oxossi (Reino das Matas), poderá, por exemplo, se identificar como Vovô Sebastião na linha dos preto-velhos ou como um Caboclo Velho.
Sebastião é o nome de São Sebastião, que é o sincretismo de Oxossi na Umbanda.
Polaridade: Feminino
Triplicidade: Velho
Qualidade Vibracional: Iemanjá
O espírito se manifestará como uma preta-velha que trabalha na vibração de Iemanjá (reino das águas), poderá, por exemplo, se identificar como Vovó Maria.(poderá também se manifestar como uma cabocla velha)
Não pretendemos agora explorar todas as possibilidades existentes, mas em breve faremos um trabalho divulgando todas as possíveis combinações existentes e algumas sugestões de nomes de trabalho.
É preciso registrar que Crianças e Preto-Velhos por usarem nomes de origem ocidental cristã, normalmente dificultam um pouco a identificação de suas vibrações de trabalho pelo seu nome, mas a grande maioria utiliza nomes de santos ligados ao sincretismo o que é um caminho para a identificação.
Já os Caboclos e Caboclas, por utilizarem elementos da natureza em seus nomes fica mais fácil a identificação.
Lembrando que pela forma de trabalhar, pelos objetos utilizados, pelas cores, pelos pontos riscados é possível fazer esta identificação; mas a maneira mais segura e objetiva é perguntar ao espírito em quais das sete vibrações ele trabalha.
Também encontramos Caboclos que trabalham com mais de uma vibração; em nossa vivência identificamos entidades que trabalham em até três tipos de vibrações.
Alguns exemplos simples:
Um Caboclo Pedra Preta, é um espírito que se manifesta como Homem, adulto que trabalha com as vibrações do Reino da Terra (pedra) e do Reino das Almas (cor Preta), ou seja, é um Caboclo que trabalha nas irradiações dos Orixás Xangô e Omolu.
Um Ogum Sete Ondas, é um espírito que se manifesta como homem, adulto que trabalha com as vibrações do Reino do Fogo (Ogum) e do Reino das Águas (ondas), ou seja, ele trabalha nas irradiações dos Orixás Ogum e Iemanjá.
Em relação aos Orixás é interessante fazer um comentário de que estes sete reinos são regidos pelos sete principais Orixás Primordiais e que através da mescla destas vibrações primordiais encontramos as demais vibrações, que podemos chamar de vibrações secundárias.
São Orixás que atuam em dois ou mais reinos e sua existência necessita destas vibrações básicas.
Como exemplo, sem querer criar polêmicas, podemos exemplificar com o Orixá Logunedé, que não é cultuado na Umbanda.
Logunedé ou Logun Ede, do iorubá Lógunède, é um orixá africano que na maioria dos mitos costuma ser apresentado como filho de Oxum Ipondá e Oxóssi Inlè ou Érinle.
Segundo as lendas, vive seis meses nas matas caçando com Oxossi e seis meses nos rios pescando com Oxum.
Fica claro pelas lendas que sua natureza é ligada ao REINO DAS MATAS e ao REINO DAS ÁGUAS, ou seja, sua existência necessita destas duas vibrações.
Na doutrina dos Sete Reinos é considerado um Orixá secundário.
Secundário no sentido de não possuir uma única vibração em sua natureza e não no sentido de importância religiosa.
Como já mencionamos em outros textos de estudo, todos os Orixás encontrados na África podem ser identificados através do estudo e analise das sete vibrações principais.
Finalizando lembramos que estes princípios se aplicam em qualquer linha de trabalho da umbanda, sejam exus, ciganos, baianos, etc… sempre teremos: crianças (Mirim), adultos e velhos, homens ou mulheres e sempre vinculados aos sete reinos.
Saravá!
Manoel Lopes

Sobre os Marinheiros

SALVE O POVO DA ÁGUA!!!

Eles chegam do mar e desembarcam em terra, sua alegria é contagiante, abraçam a todos, brincando sempre, com aquele jeito meio “maroto”, embriagado. São os Marinheiros, grupo de Espíritos que trabalham na Umbanda em prol da caridade.
Eles conheceram muito bem o mar e a navegação, pois participaram da descoberta de novos mundos através das viagens que empreenderam que duraram anos e anos.
As Entidade de Marinheiro trabalham na Linha de Iemanjá e também de Oxum, que compõem o chamado “Povo da Água”. Seus conselhos e mensagens são sempre cheios de esperança e de fé. Costumam trabalhar em grupos. São fortes, pois enfrentarem guerras e mares agitados, mas também conheceram a calmaria e a bonança.
Dão consultas, passes e também fazem trabalhos fortes de descarrego que envolvam grandes demandas. Em algumas casas, também costumam trabalhar nas giras de desenvolvimento de Médiuns.
Quando dão consultas, essa Falange costuma ir direto ao ponto, sem rodeios, mas também sabem como falar aos consulentes sem criar um clima desagradável ou de medo. Assim, conseguem atingir fundo as almas dos aflitos que costumam procura-los em busca de auxilio e de esperança.
Carregam consigo um sentimento profundo de amizade. Nas consultas, gostam muito de ajudar àquelas pessoas que se apresentam com problemas amorosos. Seus conselhos são sempre fiéis e certeiros, têm uma grande responsabilidade e assumem o compromisso de um trabalho bem-feito.
Todas as pessoas tem uma idéia muitas vezes distorcida desta linha de trabalho. Os marinheiros são em sua grande maioria espíritos que militam a umbanda para dar sustento no campo da diluição de cargas trevosas, outros atuam como elementos de sustentação de trabalhos voltados a curas, atraindo os poderes elementais dos quais estes espíritos de alto grau espiritual, trazem consigo.
Na realidade estes abnegados servidores da lei são verdadeiros “magos que atuam nos mistérios aquáticos” e com uma forma de atuação única dentro dos domínios da umbanda. Como magos, trazem para nós, a possibilidade de nos libertar-mos de nossos entraves, com uma forma bem simpática lidam com os consulentes de forma extrovertida, deixando o assistido muito avontade com trejeitos peculiares desta linha maravilhosa da umbanda.
Muito diferente do que imaginamos, estes irmãos do astral não são e não estão embriagados, como muitos se mostram, na realidade sua forma de balanço é uma maneira de liberar suas ondas energéticas se utilizando do próprio médium.
Como isso ocorre?
Em torno do médium existe um campo de energia sustentado por seus centros de força e, além da energia gerada a partir da energia corpórea, existe um campo espiritual que se reflete em todo o ambiente. Os guias quando encorporados em seus médiuns, dançam, giram, balançam, gesticulam, etc… desta forma os guias liberam não só a energia que se desprende do médium, mas também libera de forma salutar o poder de seu mistério através de ondas magnéticas que são liberadas dentro do campo espiritual do médium e do templo. É desta forma que os marinheiros fazem, em formas onduladas, ou através de seu balanço, que mais parece de uma pessoa embriagada, é que este irmão na luz faz seu trabalho redentor dentro dos campos da Umbanda Sagrada.
É importante que os médiuns e principalmente os assistidos, saibam de tal fato, para que estes não deturpem e não dêem um mal sentido aos trabalhos de Umbanda.
Os marinheiros são sustentados pelo poder de nossa Mãe Iemanjá e sua cor de atuação é a mesma desta mãe Divina, que é o azul claro. Podemos sempre que necessitarmos, ativar o poder destes servidores da lei em nossa vida, acenda sua vela e faça uma prece, pedindo para eles abrirem seus caminhos e protege-los. É maravilhoso.
Todos devem estar sempre com os pensamentos voltados ao Pai Celestial, para que assim a fé interior esteja sempre renovada. Que todos tenham a consciência de que as mudanças só serão possíveis se partirem primeiramente de vosso íntimo e acreditar, lutar pelos vossos idéias. A busca do sucesso depende de vosso próprio esforço, dedicação e merecimento. Portanto, não pare no tempo, cruzando os braços a espera de milagres. Levantem-se, tenham fé, renovem suas esperanças, acreditem no poder do Pai Maior e corram atrás de seus objetivos.
Alimentem vosso espírito com muito amor, esperança e fé para assim projetar a verdadeira essência divina a todos os vossos semelhantes. Vossa mente tem um poder grandioso. Use-a para exercitar o bem, com o objetivo de unirmos nossas forças para estarmos cada vez mais ligados a Deus, receba de braços abertos à energia de todos os Orixás, dos vossos marinheiros que estão o tempo todo a vos ajudar quando solicitados.
A alegria dos MARINHEIROS!
“Quantas ondas tem o mar?
Quantos grãos tem de areia?
Eu vim pra descarregar
Sou marinheiro da mamãe sereia.”
Aos poucos eles desembarcam de seus navios da calunga grande e chegam em Terra. Com suas gargalhadas, abraços e apertos de mão. São os marujos que vêm chegando para trabalhar nas ondas do mar.
Os Marinheiros são homens e mulheres que navegaram e se relacionaram com o mar. Que descobriram ilhas, continentes, novos mundos.
Enfrentaram o ambiente de calmaria ou de mares tortuosos, em tempos de grande paz ou de penosas guerras.
Os Marinheiros trabalham na linha de Iemanjá e Oxum (povo d’áqua) e trazem uma mensagem de esperança e muita força, nos dizendo que se pode lutar e desbravar o desconhecido, do nosso interior ou do mundo que nos rodeia se tivermos fé, confiança e trabalho unido, em grupo.
Seu trabalho é realizado em descarregos, consultas, passes, no desenvolvimento dos médiuns e em outros trabalhos que possam envolver demandas.
A gira de marinheiro e bem alegre e descontraída. Eles são sorridentes e animados, não tem tempo ruim para esta falange. Com palavras macias e diretas eles vão bem fundo na alma dos consulentes e em seus problemas.
A marujada coloca seus bonés e, enquanto trabalham, cantam, bebem e fumam. Bebem Whisky, Vodka, Vinho, Cachaça, e mais o que tiver de bom gosto. Fumam charuto, cigarro, cigarrilha e outros fumos diversos.
Em seus trabalhos são sinceros e ligeiramente românticos, sentimentais e muito amigos. Gostam de ajudar àqueles e àquelas que estão com problemas amorosos ou em procura de alguém, de um “porto seguro”.
A gira de marinheiro, em muito, parece uma grande festa, pela sua alegria e descontração, mas também, existe um grande compromisso e responsabilidade no trabalho que e feito.
Salve o Povo D’água!


MARINHEIROS NO CATIMBÓ
São também grandes Mestres da jurema e possuidores de um grande ensinamento. São em geral marinheiros, marujos, navegadores e pescadores que na maioria tiveram seu desencarne nas águas profundas do mar. São comandados e chefiados pelo Mestre Martim Pescador, grande catimbozeiro e que trabalha com as energias das águas do mar.
Em comum não são possuidores de giras próprias e se fazem presentes nas giras do Catimbó. Em algumas regiões são conhecidos como marujeiros. Quase sempre se apresentam bêbados, e tem em suas danças o balanço das ondas do mar. Suas cores são o branco e azul, vem quase sempre vestidos de marujos, tem no peixe o seu símbolo máximo, comem todos os tipos de frutos do mar e bebem também a cerveja e a cachaça. Sua saudação é TRUNFÊ, TRUNFÁ TRUNFÁ REÁ, A COSTA MARUJADA!!!


MAROLA DO MAR
Entidade ligada ao povo d’água. Sua função dentro desta linha é de fazer a limpeza de toda a carga acumulada, após algum trabalho mais pesado, levando todas as cargas negativas para as ondas do mar sagrado.
Entidade que trabalha na linha de Iemanjá, com forte influencia de Ogum, facilmente (ou comumente), confundido com marinheiro, é uma entidade que não bebe e nem fuma, seu descarrego é baseado no movimento da “marola do mar”, que vai e vem.
Foi um ser vivente em uma época muito distante. Quando vivo, tinha fixação pelas ondas do mar, conseqüentemente por Iemanjá, passava horas a fio a observar as ondas na esperança de vê-la. Cansado de esperar pela visão tão esperada, foi ao encontro das ondas julgando ouvir o chamado de Iemanjá, sendo assim tragado pelas ondas, encontrando enfim a morte nos braços de sua paixão.
Passado o tempo, voltou como entidade, por sua afinidade com este Orixá, passou a trabalhar nesta linha, com a função de levar para Iemanjá toda a carga negativa que se encontrasse ao redor de seus filhos queridos.
É uma entidade rara em terreiros de umbanda, até hoje poucos se viram ou se sabe da existência, porém, é uma entidade de muita força e luz.
Material de trabalho: Velas azul e branca
Local de entrega: Na marola do mar
Ponto cantado:
A “marola do mar” E vem tombando, e vem tombando, e vem tombando A “marola do mar”
E vai tombando e todo mal vai carregando.

NOTAS:
Os marinheiros permitem aos médiuns a desenvolverem o equilíbrio emocional, entrar em contato com as emoções mais intimas desbloqueando e liberando os excessos, os vícios. Desenvolvendo no médium a capacidade de sentir as dores dos outros e com isso aprimorando as relações com o seu irmão.
VELAS - branca, azul ou bicolor branca e azul.
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PONTOS DE MARINHEIRO
 

Andai No Mar! (2x)
Quem Acompanha Marinheiro
Toda Vida Anda No Mar!
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Marinheiro, Marinheiro…
Marinheiro Só…
Quem Te Ensinou A Nadar…
Marinheiro Só…
Oi Foi O Tombo Do Navio…
Marinheiro Só…
Oi Foi O Balanço Do Mar!
Marinheiro Só…
Lá Vem…Lá Vem…
Ele É Faceiro… Todo De Branco…
Com Seu Bonezinho… Marinheiro, Marinheiro!
Quem Te Ensinou A Nadar…
Oi Foi O Tombo Do Navio…
Oi Foi O Balanço Do Mar…
Eu Não Sou Daqui…Eu Sou Do Amor!
Eu Sou Da Bahia…De São Salvador!
Marinheiro Só…
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Marinheiro Agüenta O Leme
Não Deixa A Barca Virar!
É Contra O Mar
É Contra O Vento!
É Contra O Vento
É Contra O Mar!
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Ô Martim Pescador Que Vida É A Sua?
Bebendo Cachaça E Caindo Na Rua!
Não Vá Beber… Não Vá Se Embriagar!
Não Vá Cair Na Rua Pra Polícia Te Pegar!
Eu Já Bebi… Eu Já Me Embriaguei!
Eu Já Caí Na Rua E A Polícia Não Pegou!
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Eu Venho De Longe Pisando Na Areia
Na Areia Tenho Que Pisar!
Mas Ele É Seu Marinheiro Verdadeiro…
Aqui Em Qualquer Lugar!
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Um Barquinho Vem Vindo Do Mar…
É O Marinheiro Que Vem Trabalhar!
Ele É Filho Das Águas Claras…
Eu Venho Aqui Quando Me Chamar!
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Marinheiro Vem Do Mar…
No Balanço Do Navio…
Vem Trazendo A Santa Bênção…
Para Todos Os Seus Filhos!
Yemanjá Governa As Águas
Yansã A Tempestade
Com A Força Do Divino
Vem Trazendo A Caridade!
No Céu A Lua Brilha
As Ondas Do Mar Balançam
No Dia De Nossa Senhora
Na Areia A Sereia Canta!
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Ei Marinheiro
Seu Barco Estava Afundando!
Ainda Bem Que Ele Foi Salvo
Na Jangada Dos Baianos!
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ô, Marinheiro…
Dá licença de passar,
Seu navio está no porto,
Ele veio de alto mar.
É no balanço do mar q ele vem…
É no balanço do mar q ele vai…
É no balanço do mar q ele vem…
É no balanço do mar q ele vai…
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Rema a canoa, Canoeiro…
Rema a canoa, Devagar…
Rema a canoa.
Canoeiro, não deixe o barco virar.
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Assentamento para os Marinheiros
Salve os Marinheiros, Maré!
É sempre uma alegria a presença dos Marinheiro no terreiro, tem regiões que esta linha é mais presente e não por acaso nas regiões litorâneas e menos freqüente nos interiores ou sertões. Sobretudo ao estarem presentes trazem alegria e energia boa.
Vale ressaltar sobre a maneira “tonta” de andar que o médium comprova ao estar incorporado que a sensação é de como estar na proa de um navio, os pés ficam pesados e o chão se movimenta, impressionante!
Nesta Linha se apresenta alguns piratas também, que não é Exu como queiram alguns, porém trazem uma vibração mais densa e se ligam a desfazer trabalhos pesados que ativaram o mistério negativo aquático. 
Para atrair as vibrações diluidoras e energizadoras do Povo do Mar segue o assentamento.
Assentamento:
- 01 cumbuca de louça;
- Sal grosso;
- 01 pedra Ônix;
- 01 pedra Água Marinha;
- Fita cetim azul claro, branco e preto;
- Rum;
- Charuto;
- Vela 7 dias bicolor branco/azul claro.
Coloque na cumbuca a pedra ônix do lado esquerdo e a água marinha do direito, cubra com sal groso até a metade do recipiente e encha de água que também pode ser do mar. Trance as fitas e amarre na cumbuca dando 7 nós.
Ao lado colo um copo com Rum. Acenda o charuto.
Dentro da cumbuca acenda a vela.
Oração de assentamento:
“Divino Criador, Divinas Forças Naturais, Divinos Orixás, neste momento vos evoco e peço que imante este assentamento, consagre e o torne um portal por onde os Marinheiros do astral possam se manifestar, servindo de minha proteção e chave de acesso aos marujos de acordo com o meu merecimento. Peço que a força dos Marinheiros esteja presente e receba minhas vibrações.”
Ps.: Este é um assentamento universal para a Linha de Marinheiro, que pode ser consagrado a um Marinheiro específico ou deixar aberta de forma universal.
Faça isto com fé e amor, terá ótimos resultados.
Maré meu Marujo!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Umbanda e Xamanismo




“Enquanto a Umbanda é a farmácia o Xamanismo é a medicina”.



Essa frase não me desceu bem quando a ouvi pela primeira vez. Pareceu-me mais uma forma de preconceito com relação a Umbanda, pois vamos a farmácia quando precisamos comprar um remédio receitado pelo médico. A Umbanda não é um balcão comercial onde se pode comprar remédios, mesmo que alguns a queiram torná-la nisto, pois ela própria é capaz de receitar os remédios apropriados para certos males da alma e do corpo humano sem cobrar mais que a consciência necessária para tal, afinal, boa parte das pesquisas de laboratório de novos fármacos surgem da sabedoria ancestral. É verdade que quando a coisa aperta o ser humano procura recorrer àquilo que está mais a mão, da mesma maneira que quando uma dor física surge recorre-se a emergência hospitalar. Mas a Umbanda não é uma medicina espiritual de emergência, apesar de no imediatismo para resolvermos os nossos problemas, supostamente espirituais, que nós mesmos geramos, na maioria das vezes, recorrermos a um templo umbandista. Sendo assim ao escrever sobre Umbanda e Xamanismo quero dizer que Umbanda é Xamanismo. E se Xamanismo é Medicina, Umbanda também o é. A meu ver Umbanda é um dos Xamanismos que existem.

Mas há muita incompreensão nessa área.

Xamanismo é um conceito muito vasto e plural, pode-se falar em Xamanismos, mas todos os estudiosos reconhecem que essa pluralidade possui elementos comuns, tornando-se uma unidade na diversidade. Assim não há Xamanismo sem o culto à Terra e suas forças espirituais e sagradas. Um xamã é alguém que é capaz de dizer, sentir e perceber a Terra como sua e a si mesmo como pertencente à Terra, é alguém plenamente consciente de sua ligação com a Terra e suas forças espirituais. Ele diz: - Tudo isto é meu, toda a Terra é minha. E a própria Terra lhe responde: - E tu és meu. Isso confere uma consciência da responsabilidade para com a Terra e suas forças espirituais que é a marca do xamã.

E sendo o Xamanismo um conhecimento vasto e plural, a Umbanda também o é, assim existem diferentes Umbandas. Isso é sabido e notório. Mas entre todas as diferentes Umbandas existem elementos comuns. São eles, em nosso modo de ver, os seguintes:

1 – O culto as forças espirituais da Natureza: Os Orixás

2 – O cultivo do poder espiritual do ser humano

As diferentes formas de culto aos Orixás são:

1 - Através de trabalhos mágicos que usam o magnetismo humano, animal, vegetal, mineral e do próprio ambiente natural, dentro de uma geometria, em conformidade com os pontos cardeais da Terra e outros pontos de poder da Terra.

2 – Através das chamadas de poder ou pontos cantados onde são usados instrumentos musicais como o tambor ou atabaque.



As diferentes formas de cultivo do poder espiritual do ser humano são:

1 – A mediunidade, da qual a incorporação é apenas um tipo, mas é o tipo preponderante na Umbanda praticada hoje em dia e através da qual são realizadas as consultas, isto a nosso ver contribui para aquele quadro de atendimento que molda a Umbanda dentro de uma visão de farmácia, pois na maioria das vezes as pessoas vão em busca de resolver problemas imediatos e materiais de ordem emocional ou profissional, ignorando a busca pela sabedoria dos Orixás.

2 – A sintonização: a capacidade de concentrar-se e vibrar dentro de uma freqüência de energia para se alcançar certos estados alterados de consciência que nos conduzam a um estado de iluminação plena, nossa perfeita integração com nós mesmos e com a Natureza.

Não há na prática diferença entre a mediunidade e a sintonização, mas estamos usando os dois conceitos para criar uma diferença intencional que é a seguinte:

Em nosso modo de entender, na Umbanda, o progresso espiritual do ser humano não consiste em receber entidades porque nesse caso são elas que estão vindo até nós. O verdadeiro progresso espiritual consiste numa ampliação da consciência onde somos capazes de ir até as realidades onde as diversas entidades vivem e estar mais conscientes de nossas próprias realidades interiores (padrões de comportamento). Assim, a mediunidade que é entendida, normalmente, como processo de incorporação é diferente da sintonização que entendemos como um processo de ampliação da consciência, que envolve a conexão com o nosso deus interior.

Para que a sintonização ocorra o processo de desenvolvimento espiritual tem que estar assentado em nossa capacidade de administrar a nossa própria energia. Isso se dá em três passos estratégicos simples:

1 – Acumular

2 – Recanalizar

3 – Ampliar

Assim, a Umbanda pode ser definida como uma medicina xamânica que usa a força dos Orixás para o processo de ampliação da consciência humana e não um atendimento de balcão espiritual para tão somente resolver questões imediatas e materiais. Está na hora do ser humano acordar de vez para urgência de assumir a responsabilidade sobre sua própria vida e não querer que outros a resolvam para si. Antes ele deve buscar estar consciente do que nele promove os problemas nos quais ele próprio se envolve.

Os Orixás são os Deuses da Natureza, forças impessoais e conscientes (que foram antropomorfizadas por determinado nível de compreensão humana), que no Egito Antigo eram chamados de Néteres e que possuem diferentes nomes conforme a tradição mística de cada povo.

É bom definirmos o que entendemos por Orixá. Orixá é uma força cósmica que atua através de uma determinada potência da Natureza. Assim, por exemplo, Iemanjá é uma força cósmica que atua através do Mar.

Há sete Orixás essenciais dos quais os outros são desdobramentos. Como as sete notas musicais são capazes de comporem infinitas melodias, os 7 Orixás são capazes de criar infinitas formas naturais, gerando um tipo de informação ou conhecimento que pode ser acessado através da própria Natureza e que está codificado no próprio ser humano.

Cada elemento da Natureza é influenciado por um Orixá. Assim cada Orixá possui uma ou mais plantas que lhe são pertencentes porque energeticamente compatíveis. O mesmo vale para as pedras, os metais e os animais, incluindo o ser humano, que possui como atributo peculiar a capacidade de sintonizar em diferentes freqüências vibratórias mesmo tendo uma que lhe é própria ou que prepondera em seu campo de energia.

O que habilita o ser humano a vibrar em diferentes freqüências vibratórias é um elemento de seu corpo de energia que xamãs, tal como Carlos Castaneda, chamam de o ponto de aglutinação. A grosso modo o ponto de aglutinação é uma espécie de “dial” que nos permite sintonizar em diferentes faixas vibratórias porque atravessado por infinitos campos de energia vibratória do nosso multiverso.

Essa capacidade de sintonização do ser humano lhe permite um nível de realização pessoal que é profundamente mágico, pois o habilita a transformar-se num ser capaz de mudar sua estrutura energética, fazendo-o assim um xamã, após árduo treino e disciplina de uma vida inteira.

Essa capacidade mágica do ser humano de vibrar em diferentes freqüências de energia o vincula a uma força cósmica de uma maneira muito peculiar, a um Orixá de forma muito especial, que é um Orixá síntese, por que congrega em si os outros Orixás: Oxalá ou Orixalá, que significa o Orixá dos Orixás. Assim o ser humano é capaz de seguir a trilha do orixalato, pois é capaz de transitar conscientemente entre diferentes faixas vibratórias, mesmo tendo em si uma faixa onde vibra mais facilmente e que prepondera em seu campo de energia.

Dentro da Umbanda existem antigos xamãs de origem índia e africana que compõem a sua egrégora e guardam consigo os segredos ancestrais. Eis uma outra razão para se compreender que Umbanda é Xamanismo, pois sua egrégora espiritual está formada por xamãs de diferentes procedências unificados através Dela, Umbanda.

Um desses segredos ancestrais é o culto da Jurema, Yurema, árvore sagrada em diferentes culturas, que se faz referência em pontos cantados de Umbanda e que está sendo resgatado.

A própria Bíblia lhe faz referência. Na própria Bíblia a árvore do conhecimento ocupa um papel central porque proibida ao homem. Porque haveria de ser o acesso ao conhecimento algo proibido? A quem interessa manter o homem na ignorância? Há um conhecimento que foi perseguido, proibido, reprimido e que precisa ser revelado para que o homem possa reconquistar seu lugar no Jardim do Éden.

Assim, uma das funções da Umbanda é o resgate desses antigos conhecimentos ancestrais que foram destruídos devido ao processo de colonização que o Brasil sofreu por parte de Portugal, patrocinado ideologicamente pela Igreja Católica.

Esse processo de colonização deixou marcas severas na alma do povo brasileiro e uma dessas cicatrizes ainda não devidamente fechada é o preconceito com relação à própria Umbanda. E nem nela, na própria Umbanda se vista como farmácia, poderíamos encontrar um remédio que possa sanar o preconceito, já que a ignorância é um vírus que assume diferentes formas, mutável, e de antídoto ainda a ser encontrado. Por outro lado, se estamos executando o resgate desse conhecimento ancestral é porque fomos criando a necessária resistência contra a ignorância e a dominação ideológica em suas diferentes manifestações viróticas.

Salve o Xamanismo, Salve a Umbanda! Saravá, Alex!



            Fonte: http://pistasdocaminho.blogspot.com/

Instruções de Caboclo




1- Abra o seu corpo (coração); esqueça a vida material e fale somente o necessário.


2- Respeite a todos não intercedendo no comportamento de ninguém; por mais estranho que lhe pareça. Mantenha o silêncio. Não ache graça nas entidades incorporadas porque se elas se comportam de diversas maneiras, dependendo do seu cavalo isso faz parte dos trabalhos. Respeite e tenha paciência com o iniciante incorporado mesmo que ele ainda não esteja firme com o Guia pois eles estão em evolução como todos. Lembre-se que um dia todos nós também fomos iniciantes e mesmo que não tenham tido a devida paciência conosco devemos sempre dar exemplo e mostrar o correto.


3- Não ponha a mão na cabeça de ninguém porque você desconhece o que as pessoas trazem consigo seja de bom ou de ruim. Somente médiuns gabaritados e juramentados podem fazer isso; assim assumindo esta responsabilidade.


4- As consultas só podem ser dadas pelos médiuns que tem outorga (licença) para fazê-lo. Lembre-se que tomando essa atitude, você assume uma responsabilidade espiritual séria consigo mesmo sendo responsável pelas conseqüências.


5- Cuide de sua alimentação, pois ela é muito importante para a sua saúde física e espiritual. Uma alimentação leve e saudável é um dos fatores que ajudarão na captação de energias dentro do terreiro.


6- A aproximação da Entidade, para o trabalho com o médium, depende do estado do Corpo Físico e Mental do cavalo. Quanto mais “próxima” ela estiver melhor incorporação e por conseqüência melhor o trabalho. Se o cavalo não tiver uma boa saúde Psicológica , Física e Mental a Entidade não poderá atuar de maneira satisfatória.


7- Abra o seu coração e NÃO cometa o erro de julgar os outros.


8- Mediunidade é uma coisa e Doutrina Espírita é outra. A Mediunidade se processa de varias maneiras: Visão, incorporação, etc. Doutrinação é o que as Entidades fazem durante as Giras por nosso intermédio (médiuns).


9- A nossa doutrina não conserta a vida de ninguém, mas cria condições para que cada um conserte a sua própria vida de acordo com suas necessidades.


10- Numa sessão ou Gira todos são vistos e observados e cabe a cada um a Responsabilidade Espiritual de seus atos.


11- A todos “de acordo com seu merecimento”.


12- Todos assumimos um compromisso com os Caboclo Chefe a partir do momento que resolvemos frequentar e trabalhar na sua casa. Escolha os ambientes que você irá freqüentar, não participando de trabalhos baixos pois a responsabilidade será somente sua e irá prestar contas disso. Não invoque espíritos sem conhecimento de causa pois existe diversos tipos desses seres no mundo espiritual.


13- Goste do que lhe pertence mesmo que seja pouco.


14- Viva a sua vida prezando pelo seu Corpo Físico e Espiritual. As feridas do corpo Físico saram, mas as cicatrizes da Alma cada um carregara consigo quando desencarnar. Leia o livro da sua própria existência todos os dias.


15- A Umbanda tem fundamento e é COISA SERIA PARA QUEM É SERIO OU QUER SE TORNAR SERIO. Umbanda é bom para quem sabe ler....


JAMAIS SE ESQUEÇAM: "UMBANDA É COISA SERIA PARA GENTE SERIA"


Caboclo 7 Flechas

Fonte: caboclotabajara.blogspot.com