quinta-feira, 15 de março de 2018

CABOCLO VENTANIA



Conto essa história narrada pelo próprio espírito do Caboclo Ventania. Nome hoje usado por ele em alguns de seus médiuns.

Sua última encarnação foi como índio filho de um grande pajé; viajava sempre para renovar suas energias ao encontro do mar. Sua adoração por mãe Iemanjá veio pelas longas horas sentado em uma pedra visualizando o grande reino desta Orixá, à qual ele pedia sempre ajuda em seus rituais de cura dos enfermos em sua aldeia.

Viveu como índio Cherokee em uma vila as margens do rio Tenesse. Suas mulheres Índias cuidavam da lavoura, plantação de milho e abóboras; eram bordadeiras por excelência, e tinham o respeito de seus homens que as cultuavam como deusas. Os índios por sua vez cuidavam da caça de ursos, da pesca, da espiritualidade e da cura. Muito inteligentes tinham por habilidade natural entender e ou aprender rapidamente diversas línguas de outras tribos e mesmo de outras nacionalidades, o que ocorreu quando da invasão dos europeus às terras americanas.

Ventania era caçador e Xaman de sua tribo, pois os homens fortes, ao enfrentarem ursos e búfalos, acreditavam que os deuses davam a eles força espiritual para praticar tal bravura. Os Xamans cuidavam de doenças e passavam a receita vinda de seus ancestrais. Conversavam com os espíritos e os consultavam para tudo que faziam, portanto em uma vida primitiva já tinham a essência espiritual em suas veias. Ventania nos conta que eles já faziam suas poesias em forma de desenho e amavam a natureza como todo índio em qualquer nação.

Conta também que seu desencarne aconteceu na disputa por seu amor. A tribo tinha por hábito quando uma índia era pretendida por dois ou mais índios, eles disputavam em luta. O perdedor ou entendia e se convencia da derrota ou pedia para ser morto pelo vencedor, e foi o que aconteceu. A índia em questão iria ser disputada por ele e outro índio que tinha o nome de Chuva Vermelha por ser muito rápido com flechas em chamas. Ao perder a luta, Chuva Vermelha disse que não o mataria; pois o respeitava pelas inúmeras curas e pelas inúmeras caças que Ventania já havia feito na aldeia. Porém, Ventania inconformado com a derrota, pediu que o matasse, pois o mundo seria ruim para ele sem a moça. E foi o que aconteceu. Com uma machadada na cabeça ele desencarnou.

Devido ao ato dele ter rogado pela sua própria morte, se encontrou por longos anos no Umbral, onde somente quando pode se encontrar com Espíritos de Luz, compreendeu o ocorrido e pôde ir para as esferas de evolução onde hoje, Ventania trabalha também como Espírito de luz. O nome Ventania foi escolhido por ser mais parecido como Raio de Vento, que usou naquela encarnação, quando devido à velocidade com que caçava búfalos e veados, foi denominado assim.

Em terra, como Espírito de Luz trabalhando na Umbanda, Ventania realiza desobsessões, cura e aconselhamento.

Fonte: www.ceenc.com.br

CABOCLO SETE MONTANHAS



O Mistério do Caboclo Sete Montanhas da Linha de Xangô é um dos mais interessantes que já vi. O nome "Sete Montanhas" refere-se a toda cadeia de montanhas das Américas, como a Cordilheira dos Andes, o Grand Canyon, a Serra Gaúcha, a Serra da Mantiqueira, entre outras... E também ao número cabalístico "sete".  Pense bem, se você subir ao alto de uma montanha conseguirá visualizar ao longe toda a planície e sua formações. Agora, imagine, subir em "sete montanhas", o quanto você poderá visualizar...? Mas também, não é só de visualizações que estamos falando, mas de sentir a atmosfera, o relevo, a vegetação e tudo o que nos cerca. E é esse o mistério que envolve o Caboclo Sete Montanhas e a abrangência de seu nome!

Esse xamã viveu no século XIV, na região de Yucatán. Ele é  descendente dos maias e preservou seus costumes enquanto liderou seu povo como xamã-chefe. Os maias eram exímios escultores, excelentes matemáticos, escribas inteligentes e sábios astrônomos. Suas análises do clima, dos movimentos planetários, das mudanças geográficas, perduram até hoje e surpreendem pela lógica e exatidão! Eles viviam em pirâmides, construídas em platôs, ou casas de pedras. Cultuavam o Sol e a Lua, falavam de povos que habitavam as estrelas e acreditavam na imortalidade do espírito. Confeccionavam objetos e utensílios domésticos com extrema habilidade.

O Chefe Cacique Yulkawin cumpriu sua missão de condutor da raça maia antes da ocupação espanhola. Avisou aos seus filhos que viria um conquistador de terras longínquas, em busca das riquezas de suas terras e que eles estivessem preparados para lutar ou para fugir. Viveu 110 anos em paz com seu povo e sua raça e quando estava para desencarnar subiu ao morro mais alto para seu espírito repousar. Foi assim que Yulkawin tornou-se "Sete Montanhas" e carregou consigo todo o mistério de seu povo. Ele tornou-se o Protetor de toda a raça indígena das Américas e acompanhou com tristeza o extermínio de muitas tribos. Até hoje, esse Caboclo chora, ao contar o que seu espírito viu, após a chegada do homem branco...

Fonte: umbandaempaz.blogspot.com.br

CABOCLO GIRA MUNDO

O Caboclo Gira Mundo dessa Seara, não é um Cacique ou um Pajé; ele é apenas um índio norte-americano, que nasceu na região de Seattle e pertenceu à Tribo dos Suquamish, onde hoje é o estado de Washington. Ele nasceu e viveu durante o século XVIII (da Colonização Inglesa) e desde cedo convivia com os costumes do Xamã da Tribo, aprendendo tudo sobre os Espíritos da Floresta, sobre a Grande Roda da Vida e sobre a Cura dos Ancestrais.

Durante os processos de desenvolvimento, onde alguém era escolhido pela tribo, o Xamã Pasha Waka solicitava sua ajuda e pedia que ele dançasse ao redor da Roda Xamânica para atrair os bons ancestrais daquela pessoa. Ele sempre iniciava pelo pedra que representava o nascimento da pessoa e o contato com seu Totem Pessoal. Assim, ele sabia e sentia como funcionava a Grande Roda da Cura Xamânica.

Com a idade de 10 anos Pasha Waka lhe deu o nome de Caboclo Gira Mundo (Wanagi Kanglesha Aklan), pois ele sabia "girar a Roda da Vida" de cada índio. Quando sua tribo reunia-se em torno da fogueira, ele celebrava dançando para cada um dos presentes na cerimônia. E isso muito agradava ao chefe Wanblee Gleshka (Águia Pintada).

Quando o homem branco chegou em seu território e as disputas iniciaram, Wanagi ficou triste porque percebeu que sua cultura se perderia... Então, ele pensou em como preservaria todo o costume aprendido com seu povo e pediu a Topa Tate (as quatro direções) que lhe guiasse os passos para honrar o conhecimento de seu povo.

Nessa época iniciou o período mais negro da história Norte-americana: o genocídio de inúmeras tribos e o massacre de muitos índios. O território apache foi invadido. Os índios Sioux foram assassinados. Seattle deixava de ser uma aldeia pacífica e cheia de alegrias. Muitos de sua raça pereceram, enquanto a guerra espalhou-se em solo americano. A principal função da colonização era a obtenção do controle da terra e de suas riquezas.

Wanagi viu a chacina de sua gente e chorou lágrimas de sangue. Ele foi capturado e obrigado a trabalhar em um circo com outras raças. Sua função era ser um atirador de facas, enquanto uma roda girava, com uma moça presa à ela. Os indígenas que restaram foram obrigados a se esconder em territórios áridos, inférteis e isolados.

Haviam mais de 25 milhões de índios norte-americanos e 2 mil idiomas diferentes. Mas, ao final das guerras indígenas, restaram apenas 10% do total (mais ou menos 2 milhões de índios). O genocídio dos nativos americanos foi claramente controlado e impulsionado pelo governo e seus aliados, que visavam apenas lucros e progresso financeiro com o fim da raça indígena.

"Gira Mundo" (Wanagi) ficou amortecido no circo por dois anos, sem perspectiva de luta ou vida. Mas, um dia reencontrou outros de sua raça e com eles empreenderam uma fuga. Eles deslocaram-se em direção ao Alaska, pois a região ainda estava preservada dos homens brancos, devido a distância e às intempéries do tempo.

No solo da Última Fronteira (como era conhecida a região), por ser uma península gelada e retirada, Wanagi conseguiu reconstruir um pouco a sua vida. Praticou os ensinamentos que recebeu de Pasha Waka (o Xamã) e aplicou-os para curar seu povo. Viveu no dia-a-dia a sabedoria do Chefe Wanblee Gleshka e tornou-se um líder para o povo.

Assim, eles esconderam-se por um tempo do resto da civilização e do mundo europeu. Quando a idade avançou para "Gira Mundo", a Rússia estava negociando o território peninsular com os Estados Unidos. Gira Mundo - Wanagi descansou sua Roda Xamânica do tempo, exalou seu último suspiro e deixou que seus herdeiros contassem sua história.

Fonte: umbandaempaz.blogspot.com.br

CABOCLO URUBATÃO DA GUIA



Esse índio viveu e comandou uma das Tribos Sioux, em Dakota do Norte, nos Estados Unidos, no século XVII. Os Sioux ou Lakotas eram excelentes caçadores, coletores e guerreiros. Suas táticas de luta eram temidas pelos inimigos. Durante a colonização pelo homem branco, resistiram o quanto puderam na conquista de seus territórios.

Seu nome era Tatanka Eitanka (que quer dizer "Grande Búfalo" na língua indígena), ele foi o tataravô de Tatanka Yotanka ("Búfalo Sentado"). Tatanka prevenia seu povo sobre a chegada de um homem de pele clara, que devastaria as riquezas das terras e dominaria seu povo. Isso aconteceu quase dois séculos depois, quando um dos maiores genocídios indígenas da história manchou de sangue o território americano.

Esse nobre e corajoso guerreiro ensinou seu povo a lutar, a resisitir e a crescer. Seus costumes eram respeitados pelas tribos vizinhas. Tatanka Eitanka morreu uma morte natural, mas seu espírito ficou no solo americano para ver suas profecias se concretizarem. Quando muitos índios quedaram ao chão no maior massacre americano, Tatanka estava lá para recolhê-los e levá-los consigo ao Reino do Grande Espírito.

Ele tornou-se um guia para os espíritos desencarnados. Os índios diziam que ele parecia o urubá (Marantácea - Maranta uruba), a planta que mais crescia nas florestas e era muito usada para forrar o chão antes de se deitar. Mas, outros índios, diziam que ele parecia a ubatã (Anacardiácea - Gonçalo-Alves), uma árvore dura e resistente, da qual se fabricavam canoas. Outros diziam que ele era como o urubá, mas resisitente como a ubatã. Então, diziam Urubá Ubatã é nosso Guia! Assim, sua lenda cresceu e sua história ficou perdida no tempo. Urubá Ubatã da Guia é hoje Urubatão da Guia, servo fiel de nosso amado Pai Oxalá.

Fonte: umbandaempaz.blogspot.com.br

CABOCLO JUNCO VERDE



Esse caboclo nos procurou e contou sua história, pedindo-nos sua divulgação. Mas, antes de relatar sua história, queremos esclarecer sobre a planta que originou seu nome. O junco cresce abundantemente em regiões alagadas, como o Mar Mediterâneo, o Nilo e o Amazonas. Na Amazônia o junco (Juncus effusus) é confundido com o cipó-titica (Heteropsis flexuosa) e no Nordeste, com o rattan ou vime. Apesar de possuirem similaridades após a extração, as plantas pertencem a famílias diferentes da flora e possuem desenvolvimentos bem distintos. Enquanto o junco cresce nos alagados, o cipó desenvolve-se em terra firme, nas florestas. Após a colheita, as fibras secas possuem semelhanças e por isso existe a confusão de nomes. Como as plantas, em seu habitat são totalmente distintas entre si, torna-se necessário essa explicação para elucidar o porquê de seu nome. Esclarecido esse ponto vamos a história.

Esse índio nasceu na Região da Amazônia, no século XV, onde hoje dividem-se os estados de Roraima e Amazonas, na Tribo dos Wapixana (do grupo Aruak). Eles eram a maior poupulação indígena do norte do Brasil, um povo pacífico que evitava a guerra. Durante séculos, sua tribo foi atacada diversas vezes por etnias de outras áreas, principalmente pelos Karibs. Para defender-se dos ataques, eles subiam nas árvores mais altas e lá permaneciam por dias. Possuíam muita agilidade para escalar cipós titicas e para ocultar-se dentro da água usando os juncos como esconderijo.

Desde criança ele gostava de se balançar nos cipós titicas e mergulhar no meio dos juncos dos algados. A tribo dizia: "Esse menino parece um Nhun Bituva, um Nhun Peri (junco verde), ora pendurado nas árvores, ora escondendo-se nos alagados." E assim, ele recebeu seu nome: Junco Verde (Nhum Peri Bituva). Ele sabia trançar as fibras e fazer cordas, com as quais laçava os tatetos e os jacarés; era ágil para subir em árvores, armar redes e emboscadas. Quando sua tribo era atacada, ele usava o laço em armadilhas diversas para evitar a aproximação do inimigo. E assim Junco Verde cresceu e tornou-se um exímio caçador e um grande guerreiro. Casou-se cedo com "Irupé" (que significa Vitória Régia na língua indígena); ela era filha do chefe da tribo e eles tiveram três filhos - dois meninos e uma menina.

Nhum Peri Bituva e Irupé foram muito felizes por quase quinze anos. Mas, como nada dura para sempre, sua tribo foi surpreendida durante a madrugada por um grupo de índios desconhecidos para eles, os Astecas. Os Astecas eram totalmente vorazes e organizados em suas empreitadas. Dominavam as tribos mais pacíficas, derrubavam tudo o que encontravam pelo caminho e escravizavam outros índios. Irupé viu seu marido e seus filhos serem levados para serem oferecidos ao Deus Sol. Ela e sua filha pereceram em solo Wapixana, após serem brutalmente atacadas. Durante a marcha para o Império do Sol dos Astecas, Nhum Peri conseguiu libertar seus filhos e ajudou-os a fugir para mata. Mas, seu sacrifício lhe custou a própria vida, pois foi ferido por uma lança e depois esquartejado. Seus pedaços serviram de alimento aos cães que acompanhavam a procissão indígena. Os filhos de Junco Verde conseguiram embrenhar-se nas matas e foram acolhidos por uma tribo Maiongong.

No Plano Espiritual, Irupé, Nhum Peri Bituva e a filha, encontraram-se no Reino de Jurema. Juntos eles viram uma nova terra florescer e outros povos chegarem. Tornaram-se acompanhantes espirituais dos índios que pereciam em combate contra a própria raça ou contra os homens brancos. Muitos anos passaram... Irupé reencarnou na Europa para viver uma nova experiência. A filha renasceu em solo brasileiro e tornou-se uma das primeiras mulheres abolucionistas do Brasil. Junco Verde permaneceu trabalhando na Jurema e auxiliando a Aruanda de todos os povos. Quando a Umbanda surgiu como religião, Junco Verde foi chamado a contribuir com seu conhecimento e sua dedicação.

Fonte: umbandaempaz.blogspot.com.br

CABOCLO SETE FOLHAS



Esse índio nascido no meio da Mata Atlântica, é um verdadeiro filho de Oxóssi. Viveu na Tribo dos Paí Tavyterã, no século XV, antes da chegada dos portugueses e dos espanhóis ao Sul do Brasil. Aprendeu sobre o poder das plantas medicinais e a arte da cura com seus ancestrais. Ele nasceu, cresceu e foi criado assim: para conhecer todas as plantas e todos os bichos das matas. Ele sabia lidar com todos os venenos e curar todas as maldições que se abatecem sobre qualquer índio da aldeia - do mais novo ao mais velho. Ele recebeu de seus antepassados esse dom e a Mãe Natureza lhe abençoou com a sabedoria necessária ao seu desenvolvimento.

Toda vez que entrava na Floresta, ele saudava Tupã - o Pai Maior - e pedia permissão aos Espíritos da Floresta para mexer com as plantas. Ele sabia a fase de cada Lua e quando deveria colher cada erva. Ele jamais feria um animal desnecessariamente, por isso os animais lhe respeitavam. Se alguém em sua tribo necessitava de auxílio, ele prontamente lhe servia, com toda a humildade. Foi assim, que desde cedo recebeu o título de "curandeiro" e passou a ser chamado de "Sete Folhas", pois toda vez que precisava preparar uma poção ele dizia: pegue 7 ramos daquela erva, 7 galhos daquela outra, 7 folhas daquela ali e assim prosseguia, sempre usando o número 7. E quando lhe perguntavam porque o "sete", ele respondia: " - Porque Tupã fez o sete SAGRADO!"

E assim viveu o Caboclo-Pajé Sete Folhas da Jurema: curando, benzendo, cuidando e ensinando. Ele foi um Mestre que jamais cansou de fazer o bem e de ajudar. Dizem que ele não morreu, ele "encantou". Um dia, ele reuniu todos os filhos da Tribo e anunciou a chegada dos homens de pele branca e vestidos com roupas diferentes. Falou que seu tempo na Terra dos Homens estava acabando e que Tupã o chamava. Então ele entrou na Mata e desapareceu! Ao anoitecer os índios ouviram o pio de uma coruja e um clarão nas matas se formou... E todos souberam que "Sete Folhas" tinha partido. Quando alguém estava mexendo com folhas na Aldeia, um vento soprava e levantava as folhas e alguém dizia: "É ele: é o Pajé das Folhas - porque todas as folhas lhe pertencem!"

A maior diversidade de espécies de plantas e animais do Brasil existia na Mata Atlântica, mas, após a chegada do homem branco, muito se foi perdendo. Quando eu era criança, como eu nasci no sul do país, convivi com muitos índios e conheci muitas tribos por onde passávamos. Meus pais são gaúchos, mas eu nasci em Foz do Iguaçu. Meu pai ajudou a construir a Itaipu, então eu convivi com toda a lenda do local. Eu adorava ouvir a história da formação das Cataratas do Iguaçu: de como a indizianha (filha do cacique) prometida a M'Boi, fugiu com o guerreiro da tribo. M'Boi (ou Boitatá - como alguns dizem...) perseguiu-os pelas águas do rio e bateu tão forte a sua cauda na água, que abriu diversas quedas e cataratas. Hoje eu sei porque essa história mexia tanto comigo (rs) - já era meu "pezinho" na Umbanda... Tem uma música que me lembra muito todo esse tempo e todas essas lendas: "Índio Terena, Guarani ou Caiuá. Ara a terra, lavra a terra. Ama a terra que Deus dá." Canção do Índio - de Lia Campos Ferreira.

Fonte: umbandaempaz.blogspot.com.br

CABOCLO ARCO-ÍRIS



A história do Caboclo Arco-íris dessa Seara ocorreu entre o século XVIII e XIX, em meio a Colonização Inglesa do Canadá. Ele atua na vibração de Oxumaré na Linha das Águas da Umbanda Sagrada (como assim foi determinado pelo Caboclo Sete Encruzilhadas, através de Zélio de Morais e está definido na Apostíla de Umbanda do Grande ABC Paulista).

Os primeiros habitantes do Canadá eram os aborígenes: algonquinos, esquimós, iroqueses sioux, entre outros. Pelo estudo geográfico, estes povos teriam migrado da Ásia para a América do Norte há milhares de anos! Isso pode ter ocorrido há cerca de 30 mil anos ou mais, quando alguns sobreviventes da Grande Nevasca e dos Grandes Cataclismas, atravessaram uma faixa de terra, entre a Sibéria e o Alaska. Porém, os primeiros europeus a pisar em solo canadense foram os Vikings. Eles iniciaram uma colonização que produziu uma série de enfrentamentos contra os nativos, mas foram obrigados a se retirar em 1010 d.C., pela insurreição dos nativos.

O primeiro europeu a reivindicar o território canadense foi o navegador italiano Giovani Caboto ou "Jhon Cabot", em 1497, estando a serviço da Coroa Britânica. Porém, a colonização da região, só foi iniciada em 1554, pelos franceses. Jacques Cartier desembarcou no golfo de São Lourenço e tornou a região conhecida como "Nova França". Durante o século XVIII, houve vários enfrentamentos armados pelo domínio das terras entre a Inglaterra e a França. Essa guerra ocorreu no vale de Ohio, de 1754 até 1763, quando os franceses assinam o Tratado de Paris e cederam seus territórios aos ingleses. Em 1791, mediante a Ata Constitucional, a Inglaterra dividiu o território canadense em "Quebec" e "Ontário" - cuja população é francesa e inglesa, respectivamente.

Foi, justamente nesse período que viveu o Caboclo Arco-íris. Ele recebeu esse nome pois gostava muito de observar a Aurora Boreal, que se formava na baixa estação ou estação mais fria do ano e ficava encantado com o Arco-íris, da alta estação ou da estação mais quente. Desde criança, ele tentava reproduzir com as tintas extraídas das plantas o espetáculo de cores que via. Seu pais diziam: "-Esse menino é diferente, pois não se interessa pelas coisas da tribo." Mas, quando ele cresceu, procurou aprender todos os costumes dos dois povos da região e tornou-se eloquente em suas dissertações com os Chefes dos dois lados. Ele procurava negociar a paz e evitar a guerra. Então, no século XIX, os Estados Unidos pareciam ameaçar a hegemonia britânica no Canadá e Ele preocupou-se com uma possível guerra. Pediu ao Grande Pai de Todas as Criaturas que olhasse por eles... E em 1867 foi criada a "Confederação Canadense", com a Ata da América do Norte Britânica; que uniu a Nova Escócia, New Brunswick, Quebec e Ontário.

Assim, o Caboclo Arco-íris percebeu que conseguira cumprir sua missão de apaziguador e poderia descansar em paz. Seu espírito deixou a Terra dos Homens, para habitar o Mundo do Grande Espírito. Mas, Ele acompanhou de longe todos os acontecimentos que ocorreram depois: "Durante a I Guerra Mundial, o Canadá apoiou ativamente os aliados, enviando mais de 600.000 homens e 556 navios da marinha mercante.  Em 1931, o Parlamento Britânico cedeu ao Canadá sua autonomia legislativa, através do Estatuto de Westminster. Mesmo assim, em 1939, o Canadá declara guerra à Alemanha em apoio à Grã Bretanha. Mas, foi somente em 1982, que o Canadá obteve sua total independência da Coroa Britânica (graças à nova Lei Constitucional). Após a II Guerra Mundial, aumentou a diversidade cultural canadense devido à chegada de imigrantes asiáticos, sul-americanos, europeus e caribenhos."

Hoje, esse Xamã das Luzes Coloridas, como também é conhecido, cumpre sua missão de grande Ordenador da Paz Universal. Quem tem o Privilégio de Tê-lo como Mentor deve ser agradecido e agir com humildade em suas ações. O Caboclo Arco-íris acompanha somente médiuns dedicados e de bom coração.

Fonte: umbandaempaz.blogspot.com.br