quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Boitatá

Boitatá


Boitatá capturando o caçador
Boitatá é um termo tupi-guarani, usado para designar, em todo o Brasil, o fenômeno do fogo-fátuo, e deste derivando algumas entidades míticas,[1] das primeiras registradas no país

Etimologia e variantes nominais[editar | editar código-fonte]

O termo mais difundido é boitatá. O termo é a junção das palavras tupis boi e tatá, significando cobra e fogo, respectivamente, ou ainda de mboi — a coisa ou o agente. Significa, assim, cobra de fogo, fogo da cobra, em forma de cobra ou coisa de fogo.[2]
Sobre a etimologia, escreveu Couto de Magalhães que "como a palavra o diz, boitatá é cobra-de-fogo'" (in: O Selvagem, Rio de Janeiro, 1876[2]).
No Sul, é chamado de baitatá ou batatá e até mesmo de boitatá. Na Bahia, aparece como biatatá. Em Minas Gerais chamam-no de bata. No Nordeste, é comum o termo batatão. Nos estados de Sergipe e Alagoas, recebem os nomes de Jean de la foice ou Jean Delafosse.[2]

Primeiros registros[editar | editar código-fonte]

Em 1560 registrou o Padre José de Anchieta:
"Há também outros (fantasmas), máxime nas praias, que vivem a maior parte do tempo junto do mar e dos rios, e são chamados baetatá, que quer dizer cousa de fogo, o que é o mesmo como se se dissesse o que é todo de fogo. Não se vê outra cousa senão um facho cintilante correndo para ali; acomete rapidamente os índios e mata-os, como os curupiras; o que seja isto, ainda não se sabe com certeza." (in: Cartas, Informações, Framentos Históricos, etc. do Padre José de Anchieta, Rio de Janeiro, 1933[2])
No folclore brasileiro, o Boitatá é uma gigantesca cobra-de-fogo que protege os campos contra aqueles que o incendeiam. Vive nas águas e pode se transformar também numa tora em brasa, queimando aqueles que põem fogo nas matas e florestas.
A origem deste mito está ligada a um fenômeno chamado fogo-fátuo. A decomposição de matéria orgânica, seja de vegetação ou animais mortos, libera gases que inflamam-se espontaneamente em contato com ar. Correntes de ar causadas pela passagem de uma pessoa nas proximidades podem deslocar as chamas fazendo com que pareçam uma cobra de fogo que a persegue.
Na obra Lendas do Sul, de João Simões Lopes Neto, há um conto com esse nome que descreve bem a lenda. A ideia era de uma luz que se movimentava no espaço, daí "veio a imagem da marcha ondulada da serpente". Foi essa imagem que se consagrou na imaginação popular. Descreve-se o Boitatá como uma serpente com olhos como dois faróis, couro transparente, que cintila nas noites em que aparece deslizando nas campinas, nas beiras dos rios. Em Santa Catarina, a figura aparece como um touro de "pata como a dos gigantes e com um enorme olho bem no meio da testa, a brilhar que nem um tição de fogo".
No Rio Grande do Sul, narra-se a lenda de que houve um período de noite sem fim nas matas. Além da escuridão, houve uma enorme enchente causada por chuvas torrenciais. Assustados, os animais correram para um ponto mais elevado a fim de se protegerem. A boiguaçu, uma cobra que vivia numa gruta escura, acordou com a inundação e, faminta, decidiu sair em busca de alimento, com a vantagem de ser o único bicho acostumado a enxergar na escuridão. Decidiu comer a parte que mais lhe apetecia: os olhos dos animais. De tanto comê-los, foi ficando toda luminosa, cheia de luz de todos esses olhos. Seu corpo transformou-se em ajuntadas pupilas rutilantes, bola de chamas, clarão vivo, boitatá, cobra de fogo. Ao mesmo tempo a alimentação farta deixou a boiguaçu muito fraca. Ela morreu e reapareceu nas matas serpenteando luminosa. Quem encontra esse ser fantástico nas campinas pode ficar cego, morrer e até enlouquecer. Assim, para evitar o desastre, os homens acreditam que têm que ficar parados, sem respirar, e de olhos bem fechados. A tentativa de escapar da cobra apresenta riscos porque o ente pode imaginar fuga de alguém que ateou fogo nas matas. No Rio Grande do Sul, acredita-se que o "boitatá" é o protetor das matas e das campinas. A verdade é que a ideia de uma cobra luminosa, protetora de campinas e dos campos aparece freqüentemente na literatura, sobretudo nas narrativas do Rio Grande do Sul.
Ainda hoje, essa lenda folclórica impressiona adultos e crianças, sendo citada, inclusive, como personagem de destaque em várias obras contemporâneas como, por exemplo, “Quem tem medo do Boitatá?”[3], de Manuel Filho, lançada em 2007. Nesta história infanto-juvenil, o avô do protagonista, Sandrinho, é cego pelo próprio Boitatá. A serpente também é relembrada na história de José Santos, “O casamento do Boitatá com a Mula-sem-cabeça”,[4] onde o autor descreve de forma lúdica a união de vários seres de nosso folclore. O mito, em sua versão sincrética, aparece ainda no livro "A lenda do Batatão"[5], de Marco Haurélio, escrito em sextilhas de cordel. O Batatão, embora conserve sua característica ígnea, se aproxima das almas penadas. Nas referidas obras, assim como em muitas outras, o ser fantástico é citado como “o Boitatá”, mas é possível encontrar citações como “a Boitatá” tal como ocorre na obra recente de Alexandra Pericão, "Uaná, um curumim entre muitas lendas",[6] em que a serpente, também comedora de olhos, é descrita de um jeito bem contemporâneo, com citações divertidas, como “Mas ninguém, até hoje, e isso é o mais espantoso de tudo, conseguiu colocar uma foto sua na internet. Apesar do tamanho gigante, a serpente é tão discreta, que só conseguem vê-la aqueles que ela mesmo captura”. Também João Simões Lopes Neto, em obra supramencionada, refere-se ao ser no feminino, valendo citar o trecho: “Foi assim e foi por isso que os homens, quando pela primeira vez viram a boiguaçu tão demudada, não a conheceram mais. Não conheceram e julgando que era outra, muito outra, chamam-na desde então, de boitatá, cobra do fogo, boitatá, a boitatá!”.

Referências

  1. ↑ FERREIRA, Aurélio Buarque de Hollanda. Dicionário Aurélio
  2. ↑ Ir para:a b c d e CASCUDO, Câmara, Dicionário do Folclore Brasileiro
  3. ↑ Filho, Manuel. Quem tem medo do Boitatá?. Editora Escala, 2007, 1ª ed.
  4. ↑ Santos, José. O casamento do Boitatá com a Mula-sem-cabeça. Companhia Editora Nacional, 2007, 1ª ed.
  5. ↑ Haurélio, Marco. A lenda do Batatão. SESI-SP Editora, 2012, 1ª ed.
  6. ↑ Pericão, Alexandra. Uaná, um curumim entre muitas lendas. Editora do Brasil, 2011, 1ª ed.

Festa de Iaci ou 'Festa da Lua'

Festa de Iaci ou 'Festa da Lua'

A Lenda Sagrada de Izi diz que era punido com morte toda mulher que tocasse num armamento de guerra ou caça, ou instrumentos utilizados em festas secretas. Essa opressão gera um misto de curiosidade e indignação pelo sexo feminino. Creditando às índias uma audácia crescente do proibido algumas se rebelam, tomam o arco e a flecha para si, com as lanças matam seus filhos varões, com facas cortam seus cabelos e lançam os fios ao chão, e partem enfim abandonando seus afazeres domésticos. Depois de muito andar, atravessar precipícios, vencer rios e cortar a floresta densa encontram um recanto do éden onde múltiplas orquídeas desabrocham celebrando sua chegada. Ali creem ter sido a morada de Iaci, Mãe dos Lagos e Enfermeira dos Corações Doentes. Nomeiam o local de Iaci-Taperê(Serra da Lua) e lá construiram seu reino, autointitulando-se Icamiabas. Abaixo da Serra há um lago que batizam Iaci-Uaru (Espelho da Lua).

O Encontro[editar | editar código-fonte]

Ao Retornar da caça, os índios caçadores encontram suas casas como descrito acima e assim sentem grande pesar, surpresa e arrependimento. Partem então desesperados a procura das fugitivas de sua tribo. Igualmente às mulheres, passam por grandes desafios, barreiras, encostas, rios e perigos até chegarem a Iaci-Taperê. São recebidos com grande hostilidade e violência pelas mulheres que os expulsam. Sem ter para onde ir permanecem às margens do Iaci-Uaru, até que a grande Iaci surge com toda sua glória no céu. É quando as mulheres decidem dar uma chance aos homens, desde que passem pela Jornada Expiatória.

Jornada Expiatória[editar | editar código-fonte]

Antes das tais festas do Amor, havia a jornada expiatória ao lago do Espelho da Lua, tão belo quanto misterioso e oculto da profanação dos homens. Reunidas em torno do Lago Sagrado, as Icamiabas, nas noites certas de fases lunares, provavelmente na Lua Cheia ou Quarto Crescente celebravam a festa do Iaci, a Lua, a mão querida e temerosa das filhas selvagens e à "Mãe do Muiraquitã", que habitava o fundo da referida lagoa. Subiam então, aos céus, no meio da imensidade do sertão amazônico, através dos cantos, que nenhum homem pode ouvir, nem jamais ouvirá.
O óleo balsâmico do umiri e fina essência do molongó alcançavam os ares como uma oblação aromal à deusa das noites serenas, que tece cuidadosamente com seus raios de prata os filtros misteriosos os invisíveis amores e as germinações.
Maceradas de longas vigílias e de flagelações, as filhas de Iaci, caíam em êxtase antes de obter a purificação suprema das águas cristalinas do Espelho da Lua, em cujo fundo se visualizava as pedras verdes.

Muiraquitã[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Muiraquitã
Quando, as horas mortas, a face da lua refletia bem clara na superfície polida do seu líquido Espelho, então as amazonas mergulhavam nas águas e recebiam das mãos da Mãe dos Muiraquitãs as pedras verdes, como penhor da sua consagração, o presente dessas jóias sagradas. Antes de expostas ao ar e à luz do sol, dos quais recebiam a sua dureza e consistência, eram os muiraquitãs como barro e assim tomavam do capricho das amazonas que afeiçoavam à sua guisa, as mais bizarras formas: qual de uma flor, uma rã ou ainda a cabeça de uma fera.[2]

Fim da Festa[editar | editar código-fonte]

Ao fim das festa as Icamiabas junto de seus pretendentes dirigiam-se às suas tendas para aliviar o fogo que os queimavam por um ano, no dia seguinte os índios eram novamente expulsos. Aquelas que geravam índias mantinham suas crias até se tornarem novas Icamiabas, porém as que pariam varões entregavam-os aos cuidados dos homens para que se tornasse um caçador guerreiro porém longe dos braços de Iaci.

Nhanderuvuçú (também grafado Nhamandú, Yamandú ou Nhandejara) considerado o deus supremo na mitologia tupi-guarani.

Nhanderuvuçú (também grafado Nhamandú, Yamandú ou Nhandejara) considerado o deus supremo na mitologia tupi-guarani.

Na mitologia grega é equivalente à Caos, ou ao Deus abraâmico YHWH. Nhanderuvuçú não tem a chamada forma antropomórfica, é a energia que existe, sempre existiu e existirá para sempre, portanto Nhanderuvuçú existe mesmo antes de existir o Universo.[1]
No princípio ele destruiu tudo que existia e depois criou a alma, que na língua tupi-guarani diz-se "Anhang" ou "añã" a alma; "gwea" significa velho(a); portanto anhangüera "añã'gwea" significa alma antiga.[2] Nhanderuvuçú criou as duas almas e, das duas almas (+) e (-) surgiu "anhandeci" a matéria.
Depois ele disse para haver lagos, neblina, cerração e rios. Para proteger tudo isso, ele criou Iara. Depois de Iara, Nhanderuvuçú criou Tupã que é quem controla o clima, o tempo e o vento, Tupã manifesta-se com os raios, trovões, relâmpagos, ventos e tempestades, é Tupã quem empurra as nuvens pelo céu.
Nhanderuvuçú criou também Caaporã o protetor das matas e de todos os seres vivos.

Referências

  1. ↑ CLAUDIO ALMIR DALBOSCO, ELDON HENRIQUE MUHL, EDISON A. CASAGRANDA (2008). Filosofia E Pedagogia, Aspectos Históricos e Temáticos. [S.l.]: Autores Associados. 297 páginas. 978-85-7496-212-2
  2. ↑ OLIVEIRA, Josaphat Pinto (2003). Evangelho e diálogo inter-religioso. [S.l.]: Loyola. 136 páginas. 85-15-12715-1

terça-feira, 28 de janeiro de 2020

Igba oxosse

Igba oxosse

Assentamento de Oxosse. No candomblé do Ile Ase Ijino Ilu Orossi.
Igbá[1] Oxosse ou assentamento de Oxóssi como é chamado popularmente pelo povo de santo, são construídos de duas formas, todavia as duas formas são semelhantes no que se refere a um artefato de ferro em forma de arco e flecha denominado de ofá e um otá de cor escura.

Diferença[editar | editar código-fonte]

O ofá é fixado numa haste do mesmo metal, com base arredondada para que o conjunto possa ficar em pé dentro de uma alguidá ou qualquer outro recipiente de barro. A grande diferença é que alguns assentamentos são confeccionados com uma mistura especial de argamassa, contendo vários elementos do reino animal, vegetal e mineral como folha sagrada, oguê, iruexin, rabo de tatu, chifre de veado e o ofá fixado nesta mistura sagrada.
Nota: Todos assentamentos "igba orixá", devem ser preparados e sacralizados em rituais próprios por Babalorixas ou Iyalorixas. Na preparação de qualquer assentamento de orixá os rituais da sasanha, folha sagrada e água sagrada são imprescindíveis.

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Cossard, Giselle Omindarewá, Awô, O mistério dos Orixás. Editora Pallas.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2020

PONTOS DE MARINHEIRO

PONTOS DE MARINHEIRO

PONTOS DE MARINHEIRO

Que vida é a sua
Tomando cachaça
caindo na rua ?
Eu bebo sim
Eu bebo muito bem
Bebo com meu dinheiro
Não devo nada a ninguem

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Navio Negreiro no fundo do mar
Navio Negreiro no fundo do mar
Correntes pesadas arrastando na areia
A negra escrava se pos a cantar
A negra escrava se pos a cantar
Saravá minha Mãe Iemanjá
Saravá minha Mãe Iemanjá
Virou a caçamba pro fundo do mar
Virou a caçamba pro fundo do mar
Quem me salvou foi mãe Iemanjá
Quem me salvou foi mãe Iemanjá

===============================

O Cirandeiro
Cirandeiro ó
O Cirandeiro
Cirandeiro ó
A pedra do seu anel
Brilha mais que ouro em pó
A pedra do seu anel
Brilha mais que ouro em pó
================================

Seu Martim Pescador
Que vida é a sua?
É bebendo cachaça
Caindo na rua
Eu também sei nadar
Eu também sei nadar no mar
Eu também sei nadar
Eu também sei nadar no mar
Eu também sei, também sei, também sei nadar
Eu também sei, também sei, também sei nadar
Na barra vi só dois navios
Perguntando se podia entrar
A barra já está tomada seu marujo
Nessa barra aqui quem manda é Oxalá
A barra já está tomada seu marujo
Nessa barra aqui quem manda é Oxalá
============================
Ôh Marinheiro, é hora
É hora de vir trabalhar
Ôh Marinheiro, é hora
É hora de vir trabalhar
É Céu
É Mar
São os Marinheiros que vêm nas ondas do mar
É Céu
É Mar
São os Marinheiros que vêm nas ondas do mar
================================
Mano meu, Mano meu
Aonde estás que não me responde
Mano meu, Mano meu
Aonde estás que não me responde
Ah, Mano meu
Nunca fiz mau a ninguém
Ah, Mano meu
Eu só sei fazer o bem
Ah, Mano meu
Nunca fiz mau a ninguém
Ah, Mano meu
Eu só sei fazer o bem

PONTOS DE BOIADEIROS

PONTOS DE BOIADEIROS

PONTOS de BOIADEIRO


Seu boiadeiro por aqui choveu
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu, choveu
Relampiou
Foi nessa água que seu boi nadou
Mas,
Seu boiadeiro por aqui choveu
Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu, choveu
Relampiou
Foi nessa água que seu boi nadou
=============================

Seu boiadeiro por aqui choveu
Choveu que água rolou
Foi nessa água que seu boi nadou
Foi nessa água que seu boi nadou
Seu boiadeiro cadê sua boiada?
Sua boiada ficou em Belém
Chapéu de couro ficou lá também
Chapéu de couro ficou lá também

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Olha meu camarada
Camarada meu
Olha meu camarada
Camarada meu
Sou Boiadeiro que cheguei aqui agora
Candomblé toca no keto
Mandar tocar angola

(Substitua BOIADEIRO por um nome de orixá – exemplo abaixo )

Olha meu camarada
Camarada meu
Olha meu camarada
Camarada meu
Sou Zé do Laço que cheguei aqui agora
Candomblé toca no keto
Mandar tocar angola

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Chetruê, Chetruá
Corda de laçar meu boi
Chetruê, Chetruá
Corda de meu boi laçar
Chetruê, Chetruá
Corda de laçar meu boi
Chetruê, Chetruá
Corda de meu boi laçar
Seu Boiadeiro
Cade sua boiada ?
Mas, Seu Boiadeiro
Cade sua boiada ?
Seu boiadeiro na Jurema é nosso pai
É nosso camarada
Seu boiadeiro na Jurema é nosso pai
É nosso camarada

============================

Chetruê, Chetruá
Minha corda é de laçar
Chetruê, Chetruá
Meu boi fugiu mandei buscar
A minha boiada é de trinta e um
Vieram trinta
está faltando um

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Toque o berrante, boiadeiro
Toque o berrante
Toque o berrante pra anunciar sua chegada
É os boiadeiros que vem lá de Aruanda
Pra trabalhar nesta tenda de Umbanda