quarta-feira, 30 de maio de 2018

AXOXÔ PARA OXÓSSI

Você vai precisar de:
  • Milho de canjica amarela (milho vermelho)
  • Melado de cana
  • 1 coco seco
  • 1 alguidar de barro
  • Vinho moscatel (ou qualquer vinho frutado)
  • 1 quartinha de barro sem asas ou 1 coité
Preparo:
Cozinhe o milho vermelho somente em água e deixe esfriar. Escoe a água, coloque no alguidar, regue com bastante melado fazendo uma espiral do centro para a borda e cubra por cima com fatias finas de coco.
obs: algumas casas aceitam usar mel para Oxóssi mas, via de regra, use o melado de cana.

MILHO ASSADO PARA OXÓSSI

Você vai precisar de:
  • 7 Espigas de milho verde
  • Melado de cana
  • 1 coco seco
  • 1 alguidar de barro
  • Vinho moscatel (ou qualquer vinho frutado)
  • 1 quartinha de barro sem asas ou 1 coité
Preparo:
Retire as palhas do milho, use-as para enfeitar o alguidar.
Asse as espigas preferencialmente sobre a brasa de carvão. Fatie o coco finamente.
Depois de bem assadas, arranje as espigas sobre as palhas no alguidar; cubra com as fatias de coco e regue com bastante melado fazendo uma espiral do centro para a borda.
obs: algumas casas aceitam usar mel para Oxóssi mas, via de regra, use o melado de cana.

FRUTAS PARA OXÓSSI

Você vai precisar de:
  • 7 qualidades de frutas verdes (principalmente Melão)
  • 1 coco seco
  • Melado de cana
  • 1 alguidar
  • 1 quartinha de barro sem asas ou 1 coité
  • Vinho Moscatel (ou vinho frutado)
preparo:
Escolha 3, 5 ou 7 tipos de frutas verdes bem bonitas.  Como sugestão: Melão, Goiaba branca, Pitanga, Uva branca, Maçã verde, Pera, Cana de açúcar; abra-as e coloque no alguidar.
Regue com bastante melado fazendo uma espiral do centro para a borda.
Cubra com fatias finas de coco seco. Folhas de goiaba também podem ser usadas para enfeitar.

segunda-feira, 7 de maio de 2018

Ogum Beira-Mar




Ogum Beira Mar, o escudo fiel das tormentas e dos bravos navegantes, este Orixá é o lado masculino da calunga grande, o lado da força nas demandas, cumpridor fiel da balança da justiça terrena, controla os ventos nas praias soprados por Iansã e Yemanjá, dosando cada onda quando chega a praia, os búzios deixados em seu reino (reino este que vem da sétima onda até a areia do mar), são os adereços deixados por ele, recebe-os de Yemanjá e deposita-os nas areias das praias, presenteando a todos filhos de fé, por isso peça permissão a Ogum Beira Mar para retira-los.
  
Foi Ogum quem ensinou aos homens o trabalho com ferro e aço. Seus instrumentos, além da espada são: alavanca, machado, pá, enxada, faca, etc. Com os quais ajudou os homens a dominar à natureza e a transformá-la.
No sincretismo Ogum é associado a São Jorge, 23 de Abril.
Como está sempre ligado ao poder e a força, este Orixá não gosta de Ter suas ordens desobedecidas. Quando não é atendido fica irado e perde a razão e castiga àqueles que o desobedeceram, arrependendo-se depois.
A cor de Ogum é o vermelho na Umbanda e Azul no Candomblé, mas pode ser associado ao verde. Sua bebida é a cerveja branca, seu dia da semana é a terça-feira. 
Este Orixá foi casado com Iansã, a Orixá dos ventos, que fugiu com Xangô. Também foi casado com Oxum, a Orixá da água doce, que abandonou Ogum para se casar com Oxossi, o Orixá das matas.
Ogum também é considerado o Senhor dos caminhos. Ele protege as pessoas em locais perigosos, dominando a rua com o auxílio de Exu, o rei das encruzilhadas e dos cemitérios (calunga pequena).


História de Ogum Beira Mar
Conta uma lenda que ao chegar a uma aldeia Ogum Beira Mar ficou furioso. Ele falava com as pessoas, mas ninguém o respondia. Isto aconteceu sucessivas vezes, e sempre que se dirigia a um morador da aldeia só tinha silêncio. Ele achou que as pessoas da aldeia estavam zombando dele e num ato de fúria usou seu poder e matou a todos que ele pensava estarem o humilhando.

Um dia ao passar por outra aldeia ele contou a um ancião o ocorrido e este lhe disse que na aldeia por onde Ogum passara as pessoas, naquela época do ano, faziam um voto de silêncio por alguns dias.
Ao saber disso ele ficou enfurecido consigo e envergonhado, foi em direção ao mar, parou e fitou seus olhos na sétima onda, e ali jurou proteger os mais fracos e todos aqueles que estivessem sofrendo injustiças, discriminações e qualquer tipo de perseguição injusta, após o juramento o mar começou a jogar conchas nas areias das praias.


 Os filhos de Ogum Beira Mar
São pessoas determinadas e com vigor e espírito de competição. Mostram-se líderes natos e com coragem para enfrentar qualquer missão, mas são francos e, às vezes, rudes ao impor sua vontade e idéias. Arrependem-se quando vêem que erraram, assim, tornam-se abertos a novas idéias e opiniões, desde que sejam coerentes e precisas.

As pessoas de Ogum são práticas e inquiétas, nunca "falam por trás" de alguém, não gostam de traição, dissimulação ou injustiça com os mais fracos.

Salve meu PAI OGUM, Salve Beira-Mar !!!
Lá no Humaitá

Aonde Ogum guerreou
Lá em alto Mar
Aonde Iemanjá lhe coro-ou
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
O Beira-Mar auê, Beira-Mar (Viva Ogum Beira-Mar)
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
Ogum já jurou bandeira
Nos campos do Humaíta
Ogum já foi a guerra
Vamos todos saravá
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
O Beira-Mar auê, Beira-Mar (Viva Ogum Beira-Mar)
O Beira-Mar auê, Beira-Mar
O Beira-Mar auê, Beira-Mar

Cabocla Jurema Da Mata

Nesta História Da Cabocla Jurema Da Mata diz que ela trabalha dentro da necessidade de cada pessoa nos dando coragem e energia nas lutas da vida.
Hoje falaremos um pouco da História Da Cabocla Jurema Da Mata, tão conhecida e tão sagrada que existe um culto com seu nome.
Nesta História Da Cabocla Jurema Da Mata acredita-se até, que a árvore da Jurema é sagrada onde reside os Orixás, e é desta árvore que se faz a base do chá chamado “Daime”.
Na História Da Cabocla Jurema Da Mata ela é a Rainha das Matas, filha mais velha do Caboclo Tupinambá.
Cabocla Jurema teve mais duas irmãs chamadas: Jupira e Jandira. Presta sua caridade em qualquer Casa de Cultos de Umbanda somente por caridade, não admitindo cobranças pela consulta.
Na História Da Cabocla Jurema Da Mata diz que a sua legião é constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores, utilizando o processo de passes-curas através das ervas.
Normalmente a entidade Cabocla Jurema, quando está trabalhando, atrai a presença, vibração de todas as caboclas Juremas ou seja, Jurema da Cachoeira, Jurema da Praia, Jurema das Matas etc,..
A História Da Cabocla Jurema Da Mata diz que na realidade todas são uma única vibração que trabalham com ambientes da natureza, ex: lua, sol, mata, chuva, vento e etc…

A História Da Cabocla Jurema Da Mata é Luz, Guia e Força!

Nesta História Da Cabocla Jurema Da Mata podemos afirmar que, ela trabalha dentro da necessidade de cada pessoa, transmitindo coragem e energia. Tem sempre uma palavra de alento e conforto para aqueles que sofrem de enfermidades.
Ela nos ensina a suportar as dificuldades e nos dá coragem para suportá-los apenas com essa bela História Da Cabocla Jurema Da Mata.
Em qualquer lugar onde você esteja, quando o desespero tomar conta e a coragem lhe faltar, chame pela Cabocla Jurema e sentirá sua força amparando você.
Também podemos afirmar nesta História Da Cabocla Jurema Da Mata, que ela trabalha na linha de Oxossi, é uma “Cabocla”, ou divindade evocada no Catimbó, cultos afro-brasileiros e mais prestigiada e respeitada na Umbanda. Entidade Guia – Chefe da Linha de Oxossi.
Outra Afirmação que nos cabe perceber nesta História Da Cabocla Jurema Da Mata, é que ela trabalha na legião constituída de grandes entidades espirituais, espíritos puros que amparam os sofredores e mais necessitados, utilizando o processo de passes e curas através das ervas e pontos riscados.
Chame pela Cabocla Jurema nas horas de dificuldade, pois essa cabocla sempre estará ali para ajudar seus filhos de Fé.
A História Da Cabocla Jurema Da Mata nos diz que existem várias dissidências da Jurema, Sabendo que a maioria dos aparelhos de ação da Jurema serem filhos e filhas ligados a Iansã, pois é sua vibração Original.

  • Existem Ainda A Falange Da Cabocla Jurema:
  1. Cabocla Jurema Da Praia – ligada com Iemanjá- Caboclo Sete-Pedreiras*
  2. Cabocla Jurema Da Cachoeira – ligada com Xangô- Caboclo Lírio
  3. Cabocla Jurema Da Mata – ligada com Ogum- Caboclo Rompe-Mato
  4. Cabocla Jurema Flecheira – ligada com Oxossí- Caboclo Sete-Flechas
  5. Cabocla Jurema Do Oriente – ligada com Ibeji- Caboclo Cobra Coral*
  6. Cabocla Jurema Rainha – ligada com Oxalá- Caboclo Girassol
  7. Cabocla Jurema Preta – ligada com Omulu/Obaluaye- Caboclo Arranca-Toco
  8. Cabocla Jurema Da Lua – ligada a Oxum- Caboclo Sete-Montanhas
  9. Cabocla Jurema Mestra – ligada a Nanã- Caboclo Araúna
Apesar de serem de outras linhas, assumem como companheiros destas entidades

Cabocla Jandira Flecheira Da Mata

A História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata em sua vida carnal, seus ensinamentos e sua força de cura espiritual e carnal para quem tem fé.
Segunda a História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata, ela é filha de Jandira, era uma caçadora de pássaros em sua aldeia, utilizava a caça como alimento e usava as penas coloridas para enfeites e adornos utilizados em rituais.
Diz a História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata que ela saia logo cedo para caçar, nunca errava uma flecha, certo dia, a Cabocla Jandira Flecheira avistou uma ave bela, diferente das outras, era amarela e não sabia dizer qual era sua espécie, ela tentou acertá-lo mas o pássaro voou e fugiu de sua vista, ela foi atrás, mas não estava mais por ali.
Como nunca havia perdido uma caça, ela sentou pensativa em uma pedra e quando percebeu, o pássaro estava pousado em seu ombro, ela ficou encantada, isso nunca havia acontecido.
Ao decorrer da História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata ela tomou o caminho de volta para aldeia e junto com ela levou o pássaro, ao chegar na aldeia, ela presenteou sua mãe Jandira com o pássaro, e sua mãe nunca mais se separou de seu pássaro amarelo.
Com esta História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata podemos afirmar que ela é, uma moça alegre e encantadora, ajuda o próximo com conselhos e segue a linha de sua mãe Jandira.
Além da História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata podemos dizer que ela é de uma extrema luz, uma doçura imensa. Foi criada pelo o Cacique Pena Branca onde com ele aprendeu muitas coisas, principalmente sobre cura.
Como a História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata diz, ela teve diversos ensinamentos e uma extrema evolução, ela é séria, não gosta de coisas erradas e sempre quando precisamos ela está pronta a nos ajudar, as palavras da Cabocla Jandira Flecheira são como balsamo para as nossas dores, seja material ou espiritual, mas sempre ela tem algo para nos dizer, nos ensinar ou até mesmo nos chamar a atenção.
Todos os filhos de fé sabem a História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata nas giras, ela chega no terreiro atirando as suas flechas de harmonia e fartura que trás das matas de Oxóssi, com a sua dança ela trás o carisma e a doçura das águas de Iemanjá. Salve a Cabocla Jandira Flecheira!

História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata Com Seus Cavalos

Com esta História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata podemos afirmar também que Quando se começa a desenvolver a primeira vez com essa linda cabocla é numa limpeza espiritual inexplicável, quando se toma um passe com a Cabocla Jurema numem um terreiro e com fé, simplesmente você perdi o controle do seu corpo, as vezes você pode tremer e chorar bastante sem conseguir se conter.
Uma Curiosidade para os que não sabem, a Cabocla Jandira Flecheira Da Mata é irmã da Cabocla Jurema Da Mata.
Na História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata de hoje em dia se sabe que quando se toma um passe da Cabocla Jurema Da Mata é bem provável que a Cabocla Jandira Flecheira Da Mata encoste e chegue muito perto de seus cavalos, mas, para os médiuns em desenvolvimento isso é um fato incompreendível por eles.
O que nunca se pode fazer é virar as costas para esta bela História Da Cabocla Jandira Flecheira Da Mata no modo carnal e muito menos no modo espiritual como guia de luz, tem que deixa-la trabalhar para fazer a caridade na umbanda, assim, pode ser que ela gire pela primeira vez, pode não se identificar na primeira vez, mas, ao longo de suas manifestações, ela com certeza dirá o seu nome:
Cabocla Jandira Flecheira

quarta-feira, 11 de abril de 2018

Sonoridades dos Caboclos de Umbanda Ramatis



É possível falar-os sobre a magia das cantigas e sonoridades dos caboclos da umbanda, descendente do magismo tribal mais antigo do planeta?


RAMATÍS:
 Os homens afoitos e zelosos das purezas doutrinárias criticam os caboclos da umbanda quando assoviam,cantam, assopram e chilream como pássaros, baforando o charuto. A estreiteza de opinião oriunda do desconhecimento, aliado ao preconceito, favorece as "superioridades" doutrinárias e as interpretações sectárias.
Os fundamentos dos mantras e seus efeitos curativos (vocalização de palavras mágicas) fazem parte dos ritmos cósmicos desde os primórdios de vossa civilização. Os vocábulos pronunciados, acompanhados do sopro e das baforadas, movimentam partículas e moléculas do éter circundante do consulente, impactam os corpos astral e etérico, expandindo a aura e realizando a desagregação de fluidos densos, miasmas, placas, vibriões e outras negatividades.
Assim como as muralhas de Jericó tombaram ao som das trombetas de Josué, os cânticos, tambores e chocalhos dos caboclos desintegram poderosos campos de força magnetizados no Astral, bem como o som do diapasão faz evaporar a água.
Os infra e oultra-sons do Logos, o Verbo sagrado, deram origem ao Universos e compõem a tríade divina: som, luz e movimento.
Como o macrocosmo está no microcosmo, e vice-versa, se pronunciardes determinadas palavras contra um objeto ou ponto focal no Espaço, mentalizando a ação que esse som simboliza, será potencializada a intenção pelo mediunismo do caboclo manifestado no médium, e energias correspondentes serão movimentadas. Ao mesmo tempo, cada chacra é uma antena viva dessas vibrações que repercutirão nas glândulas e nos órgãos fisiológicos, alterando os núcleos mórbidos que causam as doenças, advindo as"notáveis" curas praticadas na umbanda.
É comum religisosos e exímios expositores de outras doutrinas acorrerem a ela, sorrateiramente, às escondidas, com os filhos ou eles mesmos adoentados, ditos incuráveis pela medicina materialista, tendo sua saúde reinstalada, para depois nunca mais adentrarem um terreiro. A todos o manto da caridade dá alento, sem distinguir a fé fragmentada de cada um.



Ramatís - A MISSÃO DA UMBANDA