Seguindo a linha de Falangeiros, hoje vamos falar dos Falangeiros
do Orixá Oxossi.
E como sempre vamos relembrar que os Falangeiros são aquelas
Entidades que estão somente abaixo do Orixá, ele comanda as legiões de
Entidades e Espíritos que se afinizam na vibração do Orixá que os
governa.
Os Falangeiros de Oxossi vem com as seguintes nomenclaturas:
Agbandada, Akanbi, Alapade, Apalá, Asunara, Êboalama, Fayemi, Ibuanun,
Inlé ou Erinlé, Kusi, Mutalambo, Olumeye, Ondun, Oré, Owala.
Os Falangeiros descritos acima vem em vibração ou fundamento de
Oxossi (Odé) com os seguintes Orixás:
Odé Agbandada: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os Orixás Ogum e
Xangô.
Odé Akanbi: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os Orixás
Obaluaiê/Omulú e Nanã Buruquê.
Odé Alapade: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os Orixás Iansã
(Oiá), Iemanjá, Obá e Oxum.
Odé Apalá: Tem ligação e fundamento de Oxossi com o Orixá Oxalá (tanto
na forma jovem, Oxaguiã, quanto na forma idosa, Oxalufã).
Odé Asunara: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os Orixás Ogum e
Ossãe.
Odé Êboalama: Tem ligação e fundamento de Oxossi com o Orixá Ogum e
a linha de Exú.
Odé Fayemi: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os Orixás Ossãe,
Oxum e os Ibeijis.
Odé Ibuanun: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os Orixás Omulú e
Oxum.
Odé Inlé ou Odé Erinlé: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os
Orixás Oxum, Oxalá e Iemanjá.
Odé Kusi: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os Orixás Nanã
Buruquê e Omulú.
Odé Mutalambo: Tem ligação e fundamento de Oxossi com a linha de Exú.
Odé Olumeye: Tem ligação e fundamento de Oxossi com as Orixás Iemanjá,
Iansã (Oiá) e Oxumaré.
Odé Ondun: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os Orixás Ogum e
Oxum.
Odé Oré: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os Orixás Oxalá, Xangô
e os Ibeijis.
Odé Owala: Tem ligação e fundamento de Oxossi com os Orixás Oxaguiã
(Oxalá na forma jovem), Ossãe e Oxumaré.
Agora vamos ver, resumidamente, algumas características de cada
Falangeiro. Frisando que essas características não são regradas, pois
isso vai de Médium para Médium, na sua linha de desenvolvimento, e
também de casa para casa. O que estaremos descrevendo aqui é uma visão
geral de cada um deles.
Antes vamos colocar o significado de alguns apetrechos utilizados
por alguns desses Falangeiros, como ferramentas ou símbolos presentes
em suas roupagens, para que possamos ter o entendimento de cada um
durante o seguimento do texto.
OFÁ: Arco e a flecha de metal em junção um com o outro.
IRUKERÉ: Um tipo de "espanta moscas", que os reis usavam como símbolo
na África. Usado pelos Falangeiros de Oxossi como afugentador e
dominador de Espíritos sem luz (Kiumbas e Zombeteiros).
OGÊ OU OLUGBOHUN: Um tipo de chifre de touro, no qual Odé entra em
comunicação com o Pai Maior através da voz.
ÉRÚKÊRÊ: É uma espécie de cetro feitos com pelos do rabo de touro,
presos a um couro duro, constituindo um cabo, e revestido com um couro
fino, ornado com contas e cauris (búzios). É um dos principais
instrumentos dos caçadores e detém poderes sobrenaturais. Na África
nem um caçador, se aventuraria, a ir à floresta sem seu Érúkêrê. Ele é
preparado com pós e remédios de diversos tipos, assim como folhas e
raízes.
CABAÇA COM PÓ DE AROLÉ: Pó sagrado de cor avermelhada, que protege os
filhos da morte e livrando-os de Eguns.
Agora seguiremos falando das características e formas de cada um
desses Falangeiros.
Odé Agbandada: De características e formas de jovem a madura, esse
Falangeiro tem como missão trabalhar em prol da caridade levando a
justiça de uma forma exata a seus consulentes. Não adianta chegar a
ele pedindo algo se estiver escondendo as verdadeiras intenções, pois
ele vai ao fundo da alma de seu consulente para buscar todas as
intenções, sejam elas boas ou ruins.
Sua roupagem vem nas cores vermelho e marrom juntamente com o
verde. Tem um modo peculiar de chegada aos terreiros e roças, pois
traz nas mãos um ´Érúkêrê, no qual faz questão de demonstrar nas suas
danças.
Odé Akanbi: Tem como característica uma forma idosa, de passos pesados
e curvatura dorsal prolongada. É de poucas palavras, e muitas vezes de
pouca paciência a lamentações desnecessárias. Tem um olhar penetrante,
porém sereno. Trabalha na maioria do tempo com encaminhamentos de
desencarnados, curas de doenças, proteção aos idosos.
Sua roupagem tem as cores verde e branco, raiadas de amarelo, roxo
e preto. Traz sempre nas mãos uma cabaça com pó de Arolé, Pó sagrado
de cor avermelhada, que protege os filhos da morte e livrando-os de
Eguns.
Tem uma grande ligação com a terra, reina nas matas quanto na
Calunga pequena. Dizem que e ele que vai de encontro a morte quando um
filho seu chega ao findar da caminhada terrena.
Odé Alapade: De formas e características jovial, de rosto afeminado,
dança flutuante. Reina sobre as matas e as águas em geral. Em
consultas nos terreiros e roças, vem como uma Entidade que gosta muito
de falar, mostrar as belezas da natureza, trabalha em junção as mães
d'água de todos os reinos e segmentos. Tem como finalidade principal a
proteção a família, as crianças, as gestantes e o parto propriamente
dito.
Sua roupagem vem nas junções do verde claro ao azul claro. Pode em
alguns casos ter barras rendadas na borda da roupa nas cores branco,
azul anil e amarelo.
Traz nas mãos um Olugbohun, e dizem que sempre o usa para ser
ouvido mais facilmente na hora de levar os pedidos dos consulentes ao
Pai Maior.
Sua chegada a terreiros e roças, vem em uma dança rodopiante,
sempre de sorriso aberto, e em algumas vezes batendo palmas, como se
estivesse afugentando o mal.
Odé Apalá: Esse Falangeiro pode vir tanto na característica e forma
jovial, quanto na idosa. Tem como missão trazer sempre a paz,
esperança de um início de caminhada vitoriosa a todos que buscam um
aconselhamento dele.
Tem um modo carinhoso de atendimento, com palavras serenas,
sorriso aberto, olhos penetrantes, como um verdadeiro pai de todos.
Sua roupagem vem nas cores em branco e azul claro, com bordas em
verde claro.
Sua dança e de forma leve, parecendo flutuar. Chega de braços
abertos, e os fecha como se abraçasse a todos os filhos, e assim gira
dando uma volta sobre o próprio eixo, retornando a posição inicial,
para refazer o carinhoso abraço. Muitas pessoas se sentem
descarregadas só nessa chegada desse Falangeiro.
Odé Asunara: De característica e forma jovem, muito guerreiro e
lutador contra o mal, esse Falangeiro leva o respeito pelas matas, tem
os espíritos das árvores em seu ser. Tem como finalidade ajudar
consulentes com problemas de mazelas e males físicos. Dizem que não a
mal algum que não seja quebrado pela força desse Falangeiro.
Sua dança é rápida, segura, firme. Chegando a terreiros e roças
de uma forma protetiva, como se estivesse em guerra. Olha de um lado
para o outro e lança seus braços da esquerda para a direita, como se
atirasse flechas atacando os inimigos ocultos.
Sua roupagem vem nas cores verde e amarelo, raiadas ou bordadas de
vermelho. Pode ter nas mãos uma espada curta ou um Ofá, no qual faz
seus ataques aos espíritos sem luz que tentam perturbar os trabalhos
da casa.
Odé Êboalama: Falangeiro de característica e forma jovem, rei do fogo
e da guerra. Tem um poder de domínio sem igual. Domina a noite e
trabalha juntamente com as linhas de esquerda dentro de sua
irradiação.
Muito respeitado dentro de terreiros e roças. Tem uma bela dança
que contagia a quem esteja dentro da casa na hora de sua chegada. Seu
modo guerreiro, lutador, de força extrema, juntamente com o outro lado
sorridente e de carisma elevadíssimo, deixa as pessoas em volta em
êxtase no momento de sua chegada.
Sua roupagem nas cores vermelho e preto também é algo que chama
muita atenção. Tem nas mãos um Ofá e também pode trazer um Olugbohun,
em alguns casos ao invés do Ofá traz um Érúkêrê, tudo dependerá da
missão destinada a ele no momento.
Odé Fayemi: De características e formas joviais até infantilizada,
esse Falangeiro trabalha quase que exclusivamente para ajuda a
grávidas, crianças, combatendo os males de doenças através de banhos
de ervas ou chás.
Sua chegada em terreiros e roças vem de uma forma em algumas vezes
com muitas danças, e de outras com saltos e até um pouco de
brincadeira, assim como as Ibeijadas. Mas não se engane com a chegada
dessa forma, pois ele é um Falangeiro de Oxossi, e sendo assim a
brincadeira é momentânea.
Sua roupagem pode ser nas cores verde claro e amarelo, azul claro
e rosa, ou azul anil raiado com verde.
Traz nas mãos um Ofá, sendo ele coberto de fitas nas cores rosa,
azul, amarelo, verde, e branco.
Odé Ibuanun: De características e formas idosa, tem como finalidade
principal dar o livramento as famílias de cargas de obsessores,
Kiumbas e Zombeteiros.
Trabalha com os dois lados, vida e morte. Tem a força da mata e da
cachoeira para que na junção da terra possa levar todo mal para longe
do consulente que vem a ele buscar ajuda.
Sua roupagem vem nas cores amarelo e preto, com raios traçados em
azul anil. Traz nas mãos um Érúkêrê e uma
cabaça com pó de Arolé.
Odé Inlé: Também conhecido como Odé Erinlé, tem como característica
uma forma nem muito jovem nem muito idosa, podemos colocar como uma
forma madura, de expressão adulta. E assim que chega esse Falangeiro
nas roças e terreiros, com um ar maduro, de olhar profundo, sem muita
demonstração em sua dança, um típico senhor respeitável
Sua missão nos trabalhos de caridade é espalhar a esperança,
mostrando que nada melhor que o tempo para dar solução a todos os
problemas. Tem uma ligação muito forte com as águas da cachoeira e dos
oceanos. Se entrega totalmente quando os trabalhos são direcionados ao
bem estar de famílias.
Sua roupagem vem nas cores verde musgo, azul tanto claro quanto
anil, radiados da cor branco. Traz nas mãos um Irukeré, demonstrando
toda a nobreza de seus passos e gestos.
Odé Kusi: Falangeiro muito ligado a morte e ao encaminhamento de
desencarnados. Tem como característica a forma bem idosa, dizem que é
o mais idoso de todos os Falangeiros de Odé.
Ao chegar em terreiros e roças ele não dança, apenas anda como se
arrastasse os pés, de uma forma cansada, pesada e até frágil.
Seus trabalhos consistem em retiradas de obsessores e espíritos
sem luz como os Kiumbas e Zombeteiros, tem nos Eguns uma forma
especial de trabalho, pois ele sempre tem como missão lutar, vencer,
encaminhar e fazer esse ser entender que é hora de partir sem
prejudicar os encarnados.
Sua roupagem é bem estampada nas cores roxa, amarelo e preto, com
barras em verde. Traz nas mãos o Érúkêrê e a cabaça com pó de Arolé,
que normalmente usa jogando um pouquinho desse pó nos seus consulentes
para proteção.
Odé Mutalambo: Esse Falangeiro tem uma colocação especial. Ele é
totalmente virado a linha da esquerda. Portanto seu modo de trabalho é
ir as mais obscuras profundezas para verificar trabalhos de magias
negras feitas contra seus consulentes.
Tem como característica a forma bem jovial, tem todo frescor da
juventude, e toda a força juvenil.
Ao chegar aos terreiros e roças vem dançando como uma Entidade da
linha dos Malandros, e no mesmo tempo se joga como se estivesse
guerreando, apontando o Ofá que traz nas mãos para um lado e para o
outro, nesse momento se encontra de feição fechada, sem sorrisos, de
semblante duro e nada sereno. Mas logo volta a sorrir, dando até
possíveis gargalhadas, enquanto gira no próprio eixo do corpo. Em
algumas vezes quando nota algum consulente com uma carga mais pesada,
ele puxa esse consulente para o meio do terreiro e com ele dança um
emaranhado de passos, muitas vezes tão rápido que ninguém compreende
muito bem o que está acontecendo, mas que na verdade seria uma limpeza
de aura, corpo e espírito, de uma forma tão grandiosa e forte, que o
consulente sente as pernas tremerem, podendo ficar um tanto perdido
com os acontecimentos. E nesse caso o mais correto e justo a fazer
é trazer uma cadeira para nosso querido consulente se sentar, até se
estabelecer de tanta força e energia espiritual desse Falangeiro.
Sua roupagem é nas cores preto e vermelho. Podendo ter alguns
símbolos da linha de esquerda nela. Em alguns casos também pode trazer
nas mãos duas velas, uma na cor preto e outra na cor verde. E com
essas velas que faz a dança de limpeza em consulentes muito
obsediados.
Odé Olumeye: Falangeiro de característica e forma jovem, tem como
missão vencer os transtornos emocionais trazidos pelos sentimentos
ruins, tanto vindos do consulente quanto pelas pessoas que mesmo fora
do contato físico com algumas pessoas despejam sentimentos como ódio,
inveja, rancor, prepotência, entre outras coisas ligadas ao mal.
Esse Falangeiro tem um modo de chegada em terreiros e roças bem
parecido com a de um índio caçador. Sempre em posição de ataque,
apontando seu Ofá, que sempre traz nas mãos, para todos os lados em
busca de guerrear e vencer todos esses sentimentos descritos acima.
Ele é um guerreiro nato, nunca abandona um filho, sempre buscando
tirar todos os espinhos de caminhada rumo a evolução de seu protegido
ou consulente.
Sua roupagem tem as cores verde, azul claro, amarelo e na barra
pode ter um traçado de fitas nas cores amarelo e verde, uma embutida
dentro da outra. Como foi dito acima ele sempre vem com seu Ofá nas
mãos, mas também por muitas vezes traz um Érúkêrê para se defender, e
também a seus protegidos.
Odé Ondun: Grande guerreiro das matas, chamado de as sombras das
florestas, esse Falangeiro tem como características e formas de jovem
a madura. Com seu poder em se tornar vencedor nas batalhas espirituais
contra os espíritos sem luz como Kiumbas, Eguns e Zombeteiros, ele é
muito solicitado para guerrear contra esses obsessores dentro de roças
e terreiros, trazendo paz, harmonia, esperanças, e vitórias em
objetivos buscados.
Quando chega nos terreiros e roças vem com um Ofá nas mãos, e sua
dança é como se ele fosse realmente uma sombra, não chama muito
atenção, e não demonstra que está ali para uma guerra contra o mal.
Sua roupagem vem em tons de verde, azul e vermelho. Podendo em
algumas vezes ser de cor única ou toda estampada.
Odé Oré: Esse Falangeiro tem um detalhe bem interessante, ele pode
tanto vir nas características e formas muito jovem, infantil até, ou
em forma bem adulta, quase chegando a idosa.
Seus trabalhos de caridade dependem da forma que ele vem
demonstrando sua característica, sendo da forma bem jovem, seu
trabalho consiste em quase de exclusividade a família, a gestantes e
as crianças em geral. Caso vir na característica adulta, seu trabalho
consiste em paz entre semelhantes, aconselhamentos, justiça, limpeza
espiritual e de aura.
Também depende da forma que esteja nas chegadas a terreiros e
roças, ou seja, caso seja na forma jovem, ele chega sempre sorrindo,
não traz nada nas mãos, dança de modo frenético, vai até a
consulentes, muitas vezes os abraça, com um carisma sem igual. Mas
quando chega na forma adulta, ele dança em passadas, batendo os pés
firmemente ao solo, não se vê sorrisos, e traz nas mãos um Érúkêrê.
Sua roupagem vem nas cores azul, rosa e verde claro, para a forma jovem, e
marrom, verde escuro e branco, para a forma adulta.
Odé Owala: Falangeiro de característica e forma jovem/adulta, rei das
matas fechadas, dono de todas as árvores, protetor dos animais da
floresta. Dizem que ele é conhecedor da linguagem dos animais e aves.
Dizem também que ele é o grande guardião dos ninhos de pássaros, pois
tem uma grande afeição com esses animais. A lenda conta que dentro
das florestas, quando um pássaro canta, Odé Owala fica atento,
observando e admirando cada pequeno som desse cantar. Da mesma forma
ele se entristece quando um desses pequenos cantadores são mortos,
aceitando apenas que e esse fato seja feito para alimento de outros
animais, mas caso for o homem a sacrificar os passarinhos, esse
Falangeiro vai demonstrar toda sua ira sobre o assassino frio e sem
coração.
Nas chegadas nas roças e terreiros, esse Falangeiro tem um bailar
leve, realmente como os pássaros a voar. De passos as vezes largos, e
em outras vezes bem curtos, ele parece plainar sobre o solo, fazendo
seu girar, seu olhar quase indiscreto, sua menção a liberdade que
julga que todos da floresta devem ter.
Quando se depara com algum consulente que por algum motivo esteja
com cargas negativas, no meio da própria dança ele se aproxima da
pessoa, e num gesto de olhar profundo e de abrir e fechar os braços
cruzando diante do próprio peito, faz a limpeza necessária ao filho
necessitado.
Sua roupagem é um tanto extravagante, sendo ela muito puxada para
as cores verde claro, verde escuro, amarelo ouro e branco. Sempre traz
nas mãos um Ofá e um Irukerê, e traz na cintura um Olugbohun, que
utiliza sempre que um consulente ficar em dúvidas da fé contida em seu
ser.
Esses são os Falangeiros desse tão amado e poderoso Orixá das
matas, que foi descrito de um modo resumido, pois como sempre
frisamos, precisaria muito mais que um post para descrever tamanha
força desses guerreiros de Oxossi.
Saravá os Falangeiros de Pai Oxossi!
Okê Arô.
Carlos de Ogum.
quarta-feira, 2 de outubro de 2019
Caboclo Cobra Coral
Caboclo Cobra Coral, esta entidade pode se dizer que faz parte das entidades mais conhecidas na Umbanda, dificilmente encontra-se um umbandista que não conhece ou ao menos já ouviu falar deste caboclo, há estudos que dizem que o Seu Cobra-Coral chefe da falange é a encarnação de Galileu Galilei.
Uma discordância acontece quando fala-se do Orixá comandante deste Caboclo, primariamente sua vibração é de Oxóssi com cruzamento com a linha de Xangô, junto com outro caboclo que é seu irmão de falange o Caboclo Ventania. Este caboclo é um dos caboclos que alguns dizem de encantados, são aqueles que tem grande trabalho junto com os Exús.
Seus médiuns sofrem um pouco pois sua vibração é pesada perto da vibração de outros caboclos de Oxóssi normalmente usa cocar, variando suas cores entre, verde, vermelho, branco, preto e amarelo.
Um fato curioso é que hoje existe a Fundação Cacique Cobra Coral, que é uma fundação com fundo espiritual que auxilia nas previsões climáticas, este nome vêem pois foi esse Cacique que pela primeira vez previu uma catástrofe climática, essa fundação hoje é reconhecida mundialmente.
Mas o importante para nós é que o Seu Cobra-Coral sempre será homenageado por seu trabalho nas hostes espirituais e a sua prática da caridade.
Salve Seu Cobra-Coral
Caboclo Pena Verde
Pena Verde é de uma Tribo Asteca, oriunda dos Estados Unidos que veio migrando até chegar na Amazônia, onde se instalou. Sua aparência: usava calça de couro, tinha cabelos longos e grisalhos e seu penacho, longo, tinha as cores (verde, vermelha e branca) cada cor representada um irmão.
Relatou que para um índio se tornar pajé tinha que participar de um ritual: caçar e trazer um javali para a tribo;
Quando Pene Verde foi participar deste ritual, tinha mais um adversário, o vencedor seria quem trouxesse a presa primeiro; Os dois saíram para a missão no mesmo dia. O seu adversário voltou no dia seguinte com um javali abatido.
Pena Verde só retornou após 30 dias, o impressionante é que ele não precisou abater o javali, durante este período ficou observando o comportamento e foi se aproximando até domá-lo. Só então retornou para a tribo. Entrou triunfante, montado no animal!
Tinha dois guerreiros que considerava seus braços, o filho e o sobrinho.
Certo dia, a sua tribo foi invadida e começou uma guerra sangrenta, Pena Verde, sentiu uma profunda dor nas costas, havia sido alvejado por uma flecha, antes de morrer, pediu a Tupã para ver quem era o autor de tamanha atrocidade. Poucos minutos se passaram e ele pode ver seus guerreiros sendo massacrados, mulheres e crianças sofrendo as maiores barbaridades, então virou-se para trás e pode ver que o seu querido sobrinho a quem tinha tanta estima e confiança era o mentor do ataque.
Para que morresse em paz, Pena Verde perdoou seu sobrinho, tirou a flecha das costas e partiu!
Cabocla Janaína
A Linha das Águas compreende tanto as Caboclas de Iemanjá como as Caboclas de Oxum. As Caboclas dessa Linha são formosas, simpáticas e de extrema paciência. Assumem diversos nomes, como: Janaína, Iara, Inaê, Jandiara, Jandira, Jandaia, Indaiá, entre outros.
Janaína significa “Rainha do Lar”.
Ela nasceu na Tribo dos Goitacás, no litoral sul do estado do Espírito Santo. Eles eram índios pacíficos e felizes porque evitavam a guerra. Seu pai era um grande guerreiro e sua mãe uma grande tecelã. Viviam da caça e da pesca. Sua pele era queimada do sol da praia, onde gostava de passar horas apreciando o mar. Sabia nadar como um peixe e compreender a linguagem da natureza.
Quando a expedição Cabralina passou por suas praias ela foi uma das primeiras a avistar o navio e o homem branco. Apaixonou-se pelo que viu: eles pareciam deuses para ela… Janaína possuía olhos amendoados, longos cabelos negros e pele morena do sol. Seu corpo possuía boa forma e beleza. Por isso, chamou a atenção do homem branco, quando ele desembarcou próximo a sua aldeia. Ela correu avisar os chefes da Tribo e chamar os demais. Acompanhou de longe todos os contatos, mas não entendia o que eles falavam.
Pelos sinais percebeu que tentavam se aproximar e fazer amizade. Deram presentes, que para ela eram desconhecidos: garfos, colheres, espelhos, colares… Mas, que pareciam tesouros! O que mais lhe chamou a atenção foi o espelho! Já havia se mirado nas águas de um lago, mas olhar-se num espelho, era mágico!
Os portugueses lhe deram um vestido e um adorno de cabelo e lhe mostraram como usar tudo aquilo. Ela se vestiu e se enfeitou e percebeu os olhares sobre ela. Nunca mais foi a mesma. Sentiu-se encantada com esse novo mundo. Sabia que existia muito mais do que ela conhecia. Foram vários meses de visita. Ela não tinha medo do homem branco e até apaixonou-se por um deles; ele era um dos imediatos do navio. Mas, ela já estava prometida em casamento.
Após dois anos de visitas contínuas, ela entregou-se ao rapaz, em meio a natureza. Dois meses depois estava grávida e o navio já estava de partida. Sua tribo era severa com traições. Seria mantida presa na oca até o nascimento da criança, a qual seria dada aos animais. Depois a prenderiam em um mastro no meio da tribo, com privações diversas sob o sol e a lua, até que contasse quem era o pai da criança.
Em seguida seria expulsa ou morta com uma flechada no peito. Por conta disso, desesperou-se ao perceber que ficaria sozinha. Não tinha planejado nada daquilo, apenas aconteceu. Então, ao ver o navio partindo, atirou-se às águas e nadou o mais que pode para alcançá-lo. Queria pedir ao pai da criança que a levasse junto. Mas, suas forças enfraqueceram e afogou-se nas águas profundas… A Mãe d’Água compadecida, devolveu seu corpo à praia e quando a encontraram não entenderam o que aconteceu. A Tribo dizia que ela morreu por amor ao homem branco.
Depois que desencarnou seu espírito foi recolhido e ela soube o restante da história. O rapaz retornou a Portugal e nunca mais visitou o Brasil. E somente trinta anos depois os brancos voltaram a pisar em sua terra nativa. Os capixabas foram colonizados e os índios catequizados pelo Padre José de Anchieta. Foi convidada a trabalhar para auxiliar os índios que morreriam nos próximos anos devido à ocupação pelo homem branco.
Foi então fundada a Colônia de Jurema, que começou a abrigar todos os nativos que morriam para preservar seu solo. Os séculos passaram e muita coisa aconteceu ao Brasil. Sua terra não era mais a mesma. Surgiu a Colônia de Aruanda e um novo trabalho se instalou e ela se tornou mais uma trabalhadora da Seara Umbandista no solo brasileiro.
Caboclo Sete Flechas.
Em uma entrevista feita pela médium Lúcia Batista em dezembro de 2015 ao Caboclo Sete Flechas, ele iniciou falando sobre suas últimas encarnações dizendo que naquele dia se apresentava com a vestimenta que mais usa na espiritualidade e que é ligada à última encarnação que teve no Rio de Janeiro na qual foi um professor de Matemática e de Filosofia.
O período desta encarnação foi de 67 anos. Seu desencarne se deu em 1918, porém dá preferência à aparência de 30 anos de idade e é com esta aparência que transita no mundo espiritual.
Disse também que antes desta, teve encarnações no século I na Grécia como Sacerdote. Suas encarnações no velho mundo (Europa) se intercalaram entre a Espanha, a Grécia e a Itália. Teve formação militar no Exercito Romano, atividades sacerdotais na Grécia e como Artesão (como sapateiro) em Sevilha (Espanha). Sempre com interesse no estudo, na educação e na filosofia.
Também falou sobre a povoação de nosso país. Disse que migrações espirituais trouxeram espíritos para o novo mundo (as Américas), visando trazer progresso tanto no plano espiritual onde se multiplicavam espíritos nativos apegados a costumes bárbaros, visando com que a reencarnação de espíritos com maiores experiências civilizatórias, auxiliasse a alavancar o progresso, sem no entanto perder as raízes.
Com isto teve experiências encarnatórias em tribos brasileiras. Contou que em uma encarnação de Índio Tupiniquim, aos 19 anos de idade, uma missão de Jesuítas entrou em contato com a sua tribo. Entre estes Jesuítas encontrava-se o padre que hoje é o Caboclo Sete Montanhas. Foi por ele catequizado porque foi atraído, através das lembranças reencarnatórias de quando era sacerdote, pelo ritual que desempenhavam, pelo estudo que desenvolviam, pelo ensino. Tudo aquilo despertou no jovem Índio experiências adormecidas pelo passar dos anos e das reencarnações. Por isso, desenvolveu atividades de auxiliar os padres em seus afazeres sacerdotais e com isso foi reaprendendo e “relembrando” tudo que estava adormecido, auxiliando também na domesticação de outros Índios.
Este trabalho se deu até a idade de 32 anos quando enfermidades do homem branco abalaram a saúde e desencarnou. A partir daí teve outras encarnações em famílias portuguesas que para aqui vieram, sempre se envolvendo com o estudo, com ensino e religiosidade.
A partir deste momento começou a falar sobre a necessidade do médium conhecer a entidade com a qual trabalha, disse ser importante manter-se o foco, não apenas no trabalho que se realiza, mas principalmente na mensagem e no resultado de todo esforço laborativo (do trabalho) de cada Entidade que conosco dialoga e retém laços de relacionamento. A este respeito fez observações dizendo: “Muitas vezes a curiosidade vos tira o foco do que é mais necessário. Desprendam-se dos excessivos detalhes de erros cometidos, das dores sofridas, de datas específicas e milimetricamente contadas.” Disse que é importante sabermos situarmos em que época tal história teve desenvolvimento, mas muito mais importante é valorizar a mensagem positiva e o aprendizado que se tem de cada contato com o mundo espiritual.
Disse ainda que muitos esperam que o mundo espiritual seja uma melhora do mundo material, muitos esperam que o mundo espiritual seja algo revelador e completamente diferente de tudo que se imagina ser. Esclareceu que o mundo espiritual percebido é montado e é criado de acordo com a expectativa que se tem dele. “A mente do homem é prodigiosa, é poderosa, se o homem crê que no mundo espiritual existem hospitais, hospitais ele encontrará. Se o homem crê que o mundo espiritual é pleno de nuvens e de brisa leve, nuvens e brisa leve é o que o homem encontrará. Nada foge à magnitude e ao poder da criação da mente humana.” Disse que é importante desfocarmos das diferenças individuais e forcarmos no real aprendizado que cada criatura tem a passar e a oferecer.
Prosseguiu dizendo que o encontro de almas se dá pela sintonia vibratória acumulada ao longo das várias existências, das crenças, dos valores que se cria, do amadurecimento que se tenha. Tudo isso cria um campo magnético fazendo com que campos magnéticos semelhantes se atraiam e se unam e é assim que encontramos amigos, encontramos amores, e foi assim que, mesmo na roupagem de um jovem índio, encontrou o comandante espiritual daquela casa.
O jovem índio com atividades guerreiras tinha experiências reencarnatórias que foram despertadas ao ter encontrado alguém do mesmo velho mundo de onde procedera, e teve a oportunidade da evangelização e de aliar ao conhecimento espiritual da época, o conhecimento e o amor à natureza do índio nativo, de uma terra pujante (que tem grande força) de energia, de magnetismo e de se ter permitido desenvolver sentimentos e atividades caridosas.
Concluiu dizendo que o compromisso que se assume de ser um guia ou não ser um guia, é criado diariamente, é criado de acordo com a responsabilidade que se assume, pelo amor que se tem ao próximo, e pela responsabilidade que se tem pelo próximo. Para ser um guia é preciso aprender a falar a linguagem de cada um que de nós se aproxima. É como o magistério; é um sacerdócio. É extrair de cada criatura aquilo que ela imagina não ter, mas que sabemos que lá está. É confiar, é acreditar no ser humano, “eis a missão de cada guia e não apenas deste que vos fala. É isso que move seja um Comandante, seja um trabalhador auxiliar da Seara do Bem”.
Perguntamos se existe uma comunicação da parte do Caboclo Sete Flechas com a entidade do médium para saber se o mesmo já estaria pronto para riscar o ponto. Ao que ele respondeu que o Guia Mentor de cada médium comunica à direção da casa como está o seu trabalho com o seu aparelho. Tudo isso ocorre no mundo espiritual. Ressaltou que a simples intuição de um ponto não significa que o médium está pronto para o trabalho, porque há médiuns que têm intuição do ponto, mas só vão dar prosseguimento ao seu trabalho de consulta, anos ou meses depois. Isso porque não é só a intuição do ponto, como foi dito, é a composição áurica, seu campo psíquico, é que dão as indicações de que existe uma sintonia ainda maior com o seu mentor. Não é só a intuição de ponto, mas é a aproximação de auras de mentor e médium que necessita ser pelo mundo espiritual, pela sua forma, pela sua postura intensa, coesa, simples para que possam então identificar uma possibilidade de trabalho, mais frutífero adiante. Por isso que muitos médiuns não têm intuição de ponto, mas existe, espiritualmente, uma forte sintonia e na hora de riscar o ponto, esta intuição vem porque não é somente a intuição que é importante, o que é importante é a intimidade que se desenvolve entre Médium e Guia.
Na medida em que o médium acredita, confia na casa que tem, na direção que tem e também em si e em seu Guia, estas portas se abrem. Elas se abrem na medida em que os filhos se permitem que elas abram. Quando há uma convocação e o médium entende que ele está ali para isso, esta sintonia se faz e esta percepção ocorre. Então a simples percepção de um ponto durante um sonho, durante um êxtase, isto por si só não indica que já se está pronto, o que indica se está pronto é a maior inteiração fluídica que se percebe no mundo espiritual entre o médium e seu guia.
E assim encerramos o estudo de hoje, com a certeza de que a Espiritualidade maior trabalha com afinco, com dedicação e carinho para que possamos ajudá-los a nos ajudar e assim juntos ajudarmos ao próximo.
Perguntado se Exús e Pombos Giras seriam igualmente auxiliares nos trabalhos de uma casa ele respondeu que sim e acrescentou: “O grande orquestrador de tudo que acontece, que diz que sim e que diz não, o responsável, neste momento, pela direção da casa é o Caboclo ou Preto Velho regente. Todos os demais são auxiliares deste amigo espiritual.”
Conclusão:
As últimas encarnações são as mais importantes no sentido de que por serem as mais recentes são de fácil acesso no arquivo de memórias do espírito. Necessariamente não são as que definem o que o espírito é no presente. Como disse antes, a formação do espírito e feita através de várias experiências encarnatórias.
Lembrando que mais que palavras bonitas, são palavras de ordem, que devem ser colocadas em pratica. “Orai e vigiai”!!!! Disciplina, sempre!!!…
Outra História do Caboclo Sete Flechas
Caboclo Sete Flechas era um índio Oriundo da Tribo Dos Patachós, que se localizava na Mata Escura na época (entre os anos 200 e 300), onde hoje é o Estado da Bahia, é um Caboclo que vem na Irradiação de Oxóssi, podendo ser cruzado para vir na enviação de todos os Orixás.
O Caboclo Sete Flechas recebeu as suas Flechas de 7 Orixás, a mando do Pai Oxalá, conforme segue:
* Oxóssi colocou uma Flecha no seu Braço direito, flecha da saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.
* Ogum colocou uma flecha no seu braço esquerdo, flecha da defesa para que sejamos defendidos de todas as maldades materiais e espirituais.
* Xangô cruzou uma flecha em seu peito, para nos defender das injustiças da humanidade.
* Iansã Cruzou uma flecha em suas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.
* Iemanjá colocou uma flecha sobre sua perna direita, para abrir os nossos caminhos materiais e na senda da espiritualidade.
* Oxum colocou uma flecha sobre sua perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar os nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias à vontade de Deus.
* Omulu/ Obaluaiê entregou em suas sagradas mãos a flecha da força astral superior, para distribuir a humanidade a Divina força da fé e da verdade.
O Caboclo Sete Flechas tem um conhecimento profundo das ervas e das folhas de nossa flora e da flora de outros países, trabalha na cura, exímio vencedor de grandes demandas espirituais e como alguns costumam dizer ele é um Caboclo Mandingueiro, ou seja, quebrador de mandingas destinadas a seus filhos e a seus protegidos, manipulador das energias do Astral e não fica “preso” a nenhuma vibração, ele trabalha dentro de todas as vibrações com os Falangeiros que ele comanda.Oração ao Caboclo Sete Flechas Cura e Proteção
Salve Deus Pai , criador de todo o universo!
Salve São Sebastião, Rei da Mata e Guia de todos os Caboclos!
Salve, Pai Sete-Flechas e sua falange de obreiros!
Pai Sete-Flechas, baixai sobre nós um raio de vossa Divina Luz, iluminando os nossos espíritos, para que possamos entrar em comunicação com vossa centelha divina de onde emanam as vossas sagradas Flechas, defendendo-nos e amparando-nos neste mundo.
Salve as Sete-Flechas que vos foram dadas espiritualmente para defender e proteger de todas as dificuldades e angústias neste mundo.
Bendito seja o sagrado nome de São Sebastião, de Oxóssi que vos botou sobre o vosso braço direito a Flecha da Saúde para que derrame sobre nós os bálsamos curadores.
Bendito seja o sagrado nome de São Jorge e de Ogum, que vos colocou sobre o braço esquerdo a Flecha da Defesa a fim de que sejam defendidos de todas as maldades materiais e espirituais.
Bendito seja o sagrado nome de São Jerônimo e de Xangô que vos cruzou uma Flecha em vosso peito para nos defender das injustiças da humanidade.
Bendita seja a mãe e nome da Senhora da Conceição que vos cruzou uma flecha em vossas costas, para nos defender de todas as traições de nossos inimigos.
Bendito seja o nome do Senhor do Bonfim, nosso Pai Oxalá, que vos botou uma Flecha sobre vossa perna direita, para abrir os nossos caminhos, materiais e na senda da espiritualidade.
Bendito seja o divino nome de Nossa Senhora dos Navegantes e de nossa mãe Iemanjá que vos botou uma Flecha sobre vossa perna esquerda, para lavar os nossos caminhos, iluminar nossos espíritos e nos defender de todas as forças contrárias a vontade de Deus.
Bendito seja o sagrado nome de São João Batista, e o nome de Xangô, que entregou em vossas sagradas mãos a Flecha da Força Astral Superior, para distribuir à humanidade a divina força da fé e da verdade.
Assinar:
Postagens (Atom)

